Presidente do Fast Clube é absolvido de multa por confusão com os árbitros
Além de Denis Albuquerque, o supervisor de futebol e três jogadores do clube tiveram casos analisados
O Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Amazonas (TJD-AM) realizou na quarta-feira (1º), a primeira sessão remota de uma casa desportiva no Brasil. Um dos casos analisados pelo júri foi o do presidente do Fast Clube, Denis Albuquerque, que havia sido punido em primeira instância, no último dia 9 de março.
Na ocasião, o dirigente tentou invadir o vestiário dos árbitros, na partida diante do Manaus FC que terminou empatada em 1 a 1, eliminando o Tricolor de Aço na semifinal do primeiro turno do Campeonato Amazonense 2020.
A punição do mandatário tricolor, na primeira comissão, tinha sido de multa de R$ 2,5 mil e quatro jogos de suspensão. No entanto, na sessão do pleno desta quarta, os auditores analisaram o caso e alteraram a punição em dinheiro.
O dirigente do Fast foi absolvido da multa, e ainda teve a suspensão alterada: passou de quatro jogos para um mês de suspensão.
O mandatário do Rolo Compressor comentou o episódio e a decisão do TJD-AM.
“Errar todo mundo erra. Eu errei! Estava de cabeça quente, tomei decisões que não eram para serem tomados. Inclusive, já conversei com o árbitro e nos acertamos. É uma coisa que não vai voltar a acontecer da presidência do Fast. Tem que pensar muito no que vai fazer para depois não me arrepender”, disse Denis, que revela prejuízo incalculável com a paralisação das atividades por conta da pandemia da Covid-19.
“Com os clubes parados, o Fast parado, com prejuízo incalculável, estamos fazendo o levantamento de tudo nesse momento”, afirma.
Outros julgamentos
Além do presidente, o supervisor de futebol do Fast, Caio Veiga, teve a pena alterada. Sua multa de R$ 1.250,00 foi anulada. A suspensão de quatro partidas também foi transformada em 30 dias de ‘gancho’.
Além dos dirigentes, três jogadores do Rolo Compressor tiveram os casos reavaliados. O lateral Emerson, que tinha sido suspenso por quatro jogos, teve a pena anulada. Os zagueiros Carlinhos e Caliari, que tinham sido absolvidos, acabaram recebendo dois jogos de suspensão.