Princesa do Solimões chega às quadras de handebol
Clube põe em prática projeto de handebol e incentiva a modalidade em Manacapuru. Tubarão disputa a Série Prata do Campeonato Amazonense
Tradição no futebol, agora o Princesa do Solimões, de Manacapuru, também está nas quadras com o handebol. O Tubarão do Norte tem uma equipe disputando o Campeonato Amazonense de Handebol Adulto Masculino – Série Prata 2023.
A coordenadora do time, Edneuza Coelho dos Santos contou qual a ideia de ressurgir com a modalidade.
“Em Manacapuru, temos um celeiro bem grande de atletas que gostam do handebol. Hoje em dia é difícil você encontrar uma escola que tenha o handebol como atividade física, os antigos que gostavam, por isso, esse ano estamos resgatando novamente atletas, tanto o adulto, no masculino como o feminino. Manacapuru tem um nível altíssimo de atleta, só que estava parado”, disse.
A Terra de Ciranda fica distante 98 km de Manaus, com isso, a equipe do Tubarão precisa enfrentar logística para chegar no Ginásio Poliesportivo Renné Monteiro, local onde ocorrem as partidas. Edneuza compartilha que não é fácil manter os gastos, entretanto, a equipe recebeu ajuda, inclusive do time de futebol do Princesa do Solimões.
“Tem toda uma despesa, porque não é só vir pra cá participar, tem toda uma logística por trás disso. Às vezes, fica um pouco complicado, mas a gente sempre busca alguns patrocínios, hoje a prefeitura está nos ajudando com transporte, o clube do Princesa do Solimões do futebol também já nos ajudou com equipamento, estamos correndo atrás de patrocínios”.
Mesmo com as adversidades, ver a equipe em quadra é motivo de satisfação da coordenadora. O objetivo do time de Manacapuru é subir para a Série Ouro do Campeonato Amazonense de Handebol, para isso, enfrentará mais dois jogos para chegar às semifinais.
“É emoção total, porque estamos começando novamente a trazer os atletas de Manacapuru para participar da competição nível. A expectativa é de subir, o coração fica ansioso, porque a gente sabe que os nossos atletas têm potencial”, contou.
Juventude faz diferença
Um dos mais jovens da equipe do Tubarão, o goleiro Gabriel Luna faz toda diferença quando está na quadra com suas salvações debaixo da trave. Na estreia contra o Novo Aripuanã, até os 20 minutos do primeiro tempo, o time de Manacapuru estava na frente por dois pontos de diferença, entretanto, depois que trocaram o arqueiro, o Novo Aripuanã virou e abriu quatro pontos na frente.
“O handebol estava parado em Manacapuru, hoje em dia estamos tentando voltar para que a gente possa mostrar o handebol de Manacapuru como ele é, um handebol campeão, o handebol de super jogadores. Para mim é uma honra estar esse ano jogando pelo Princesa. O campeonato continua e vamos buscar o objetivo”, garantiu o atleta de 25 anos, que atua desde os 13 anos de idade.
Experiência na quadra
Há 33 anos, Mezaque Galvão joga a modalidade e compõe como um dos mais experientes da equipe do time vermelho e branco. Ele ressalta como o esporte ajuda a juventude na formação.
“O esporte, a modalidade de handebol é importante porque tiramos também as pessoas da ansiedade, a gente busca recuperar os jovens que, às vezes, ficam ansiosos e não têm um esporte para praticar. A gente vem trabalhando isso! A gente sempre conscientiza os nossos jovens que procuram fazer, se não seja o handebol, mas que procurem fazer outro tipo de esporte. A gente sempre busca apresentar aos nossos atletas qual é o melhor caminho, buscamos pregar sempre o lazer, a interação um com os outros”.