Pupilos de Pedro Nunes comemoram 30 anos do projeto Ring Boxe
Os lutadores Morramad Araújo e Francizo Ataíde estão a frente do projeto social, que é realizado no ginásio Zezão, São José, zona leste de Manaus
Para celebrar os 30 anos do projeto social Ring Boxe e homenagear o seu fundador, Pedro Nunes, falecido há três meses, será realizado neste sábado (31) a partir das 18h, um evento com 10 lutas de boxe, na área externa do Ginásio Zezão, no bairro São José , Zona Leste de Manaus.
Campeão brasileiro de boxe profissional e cria do projeto, o amazonense Morramad Araújo é um dos organizadores das lutas e falou como será feito o evento.
“A comemoração vai ser assim, porque como é aniversário do projeto social, a gente não vai dar bolo. A gente vai ter um evento de luta. E como o professor (Pedro Nunes) tinha um calendário dele de evento, a gente vai cumprir esse calendário, e a comemoração dos 30 anos do projeto. Então quem quiser comparecer e nos ajudar está convidado. Nós ficamos agradecidos”, declarou o boxeador meio médio.
Há três décadas revelando grandes nomes no cenário da “Nobre Arte” a nível estadual e nacional, o projeto Ring Boxe já fez despontar nomes como: Cássio Humberto, Maria ‘Marreta’, José Jeferson, José Lenilson, David Souza, e Morramad Araújo.
Celeiro de boxeadores barés, o legado de Pedro Nunes segue mais vivo do que nunca. A mais nova promessa nos ringues do projeto atende pelo nome de Francizo Ataíde, de 28 anos, que é natural de Benjamim Constant, e mora em Manaus há 11 anos.
“O professor sempre disse que estava me treinando pra um dia assumir o projeto. E essa preparação foi durante cinco anos. Sempre lutei levando o nome do projeto e pra mim ser uma dessas promessas do boxe é muito bom”, comentou Francizo, que está a frente das atividades na Arena Ring Boxe ao lado de Morramad desde o falecimento do fundador do projeto Pedro Nunes.
“O professor faleceu, mas eu me espelhava muito nele. Agora os alunos que estão começando já estão se espelhando em mim, no Morramad, que é campeão brasileiro.
Então é muito bom continuar esse trabalho, mas a gente sabe que não é fácil. Eu dou aula no projeto, às vezes tento treinar em casa quando posso. Então, assumir o projeto é muito bom, porque não olho só por mim, mas pelos alunos também”, concluiu o pupilo de Pedro Nunes.