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A Crítica
Esportes

Tarumã corre contra o tempo para montar equipe para Amazonense de 2013

Clube que ganhou gratuitamente uma vaga na Série A, só tem de concreto o hino, um orçamento calculado, no papel, no valor de R$ 100 mil e a esperança de não protagonizar vexame na primeira divisão do ano que vem

Publicado em 25/07/2012 às 13h57 · Atualizado em 12/03/2022 às 07h14
Tarumã corre contra o tempo para montar equipe para Amazonense de 2013
Foto: Antônio Policarpo, presidente do Tarumã, diz que há tempo para se organizar

Clube que ganhou gratuitamente uma vaga na Série A de 2013, o Tarumã terá de correr contra o tempo para montar equipe, contratar comissão técnica e arranjar uma cidade que o acolha como sede simbólica. Sem campo para treinar, nem sede própria, o clube ainda não visualiza estrutura e nem dispõe de dinheiro em caixa para a disputa do certame. O Tarumã só tem de concreto o hino, um orçamento calculado, no papel, no valor de R$ 100 mil e a esperança de não protagonizar vexame na primeira divisão do ano que vem.

Presidente do clube, o advogado Antônio Policarpo Rios, que já teve vínculos profissionais com o Rio Negro, fez um planejamento “pé no chão” e diz que os sete meses que faltam para o início da competição são suficientes para se organizar. Conforme o dirigente, há quatro possíveis Municípios que podem “adotar” o clube: Silves, Iranduba, Nova Olinda e Manacapuru. Porém, essa é uma conversa para depois do processo sucessório municipal. “A gente tem de aguardar o resultado das eleições. Já chegamos a abrir diálogo com alguns prefeitos para a disputa da Série B, mas não sabemos se eles serão reeleitos. Temos de esperar”.

Outro questão crucial é dinheiro. Ainda não há fontes definidas de recursos e tampouco receita própria. “Fizemos um cálculo de R$ 100 mil para a Série B e vamos ter que fazer uma adaptação para a Série A, com um ou outro aditivo. Mas no geral será uma folha enxuta, com comissão técnica, jogadores e resto do pessoal regionais”.

O clube terá de fazer até mesmo a revisão do estatuto de associação desportiva conforme o padrão definido no Código Civil Brasileiro. “Não apenas as associações desportivas, mas, em geral, as associações tiveram que se adaptar ao que reza o Código Civil Brasileiro”, explica;

Categorias de base

O Tarumã nunca conquistou um título na categoria profissional, mesmo na Série B. O máximo sucesso que obteve na segunda divisão foi o terceiro lugar no ano passado. A tradição desde clube fundado em 1974 sempre foi as categorias de base. Como não tem uma identificação oficial com um bairro em especial, a diretoria estabeleceu como referência a Cidade Nova, pois o juvenil e juniores treinam no Centro Esportivo Comunitário André Araújo. A categoria profissional sempre treinou em um campo localizado num sítio no quilômetro 42 da AM-010.

Antônio Policarpo Rios – Ex-advogado e torcedor do Rio Negro e presidente do Tarumã

1 Quais as ações imediatas pela diretoria para a disputa da Série A?

Temos mais de seis meses para trabalharmos. É um tempo razoável, uma vez que o Tarumã não é um clube de grandes empreendimentos. Temos um orçamento humilde. Já estamos nos organivzando. A primeira coisa a fazer é a revisão do estatuto que regula a associação, pois isso não foi feito de acordo com Código Civil.

2 Mas senhor é ex-advogado e torcedor do time do Rio Negro…

Continuo torcendo para o Rio Negro, mas posso ter também carinho pelo Tarumã, um clube de amigos, na tentativa organizar o clube. Eu não tenho vínculo com o Rio Negro há algum tempo em razão da atual diretoria. Sou um profissional do direito. Mas acho que dá para trabalharmos o Tarumã.

3 E a cidade-sede do clube? Qual será?

Ainda não temos uma definição. Há quatro possibilidades. Veremos a mais viével. Mas temos que esperar o resultado das eleições.