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A Crítica
Esportes

Torcida de mãe: dona Regi Fleury fala da rotina de mãe-torcedora

Apoiar um filho atleta já tem seus desafios. Imagine para a dona Regi Fleury, que é mãe de cinco filhos, sendo quatro deles jogadores

Publicado em 14/05/2023 às 10h09
Torcida de mãe: dona Regi Fleury fala da rotina de mãe-torcedora
Foto: Arte: Heli

“É uma história de muitas emoções. Ser mãe de jogador não é fácil”, assim define Regi Fleury, mãe de cinco filhos: os jogadores Dudu (Jubilo Iwata-JAP); Tico (Princesa do Solimões); Rian (Vila Nova-GO) e Raylison (Fast Clube) – além de Carlos Eduardo, único a não seguir a carreira de atleta.

Como boa mãe, a manacapuruense acompanha a carreira de todos e, em entrevista exclusiva ao CRAQUE, contou um pouco sobre as experiências vividas por ela e seus filhos. Mais velho dos irmãos, Dudu foi o primeiro a trilhar o caminho do futebol, algo que Regi recorda com muito carinho.

“A primeira experiência foi difícil por ser o primeiro, por ter saído de casa muito novo. O Dudu saiu de casa aos 15 anos, então foi um sentimento de aperto no coração e de alegria, por ver ele indo atrás dos seus objetivos. No começo foi bem difícil, saudades, dificuldades que ele passou, mas com o tempo, tive que ir me acostumando”, explica.

Em 2020, a família teve a oportunidade de assistir, pela primeira vez, Dudu atuar como profissional. Na primeira partida da história do Manaus FC em uma Série C, o volante atuou pelo Vila Nova-GO e quase marcou um dos gols do jogo, que terminou empatado em 1 a 1. Meses depois, a equipe goiana conquistou o título da competição e o acesso à Série B.

“Foi a volta dele ao Estado do Amazonas como profissional e foi a primeira vez que a gente viu ele jogar pessoalmente o profissional, ele quase faz um gol de falta. Foi um dia marcante e que mexeu muito comigo e com todos da família, por nosso Estado estar em um momento difícil da pandemia e não sabíamos se íamos conseguir assistir ou não esse jogo”, declara Regi.

Tendo o irmão Dudu – hoje com 26 anos – como inspiração, Tico, 21, Rian, 19, e Raylison, 16 acabaram seguindo os mesmos passos no mundo do futebol. Algo que a mãe, lá no fundo, já esperava que ocorresse. Carlos Eduardo, 24, também joga futebol, mas profissionalmente, o foco é outro.

“Esse era o sonho de todos eles, por terem o irmão como exemplo. Um não quis seguir o caminho do futebol, quis fazer faculdade de veterinária, mas ele joga futebol também. Os outros três já tinham na cabeça que seguiriam o caminho do Dudu”, detalha Regi, uma mulher forte e que tem muito orgulho de cada um dos filhos.

“Foi um sentimento de alegria ver eles realizando os seus sonhos, mas um pouco difícil, pois às vezes, escutamos o que não queremos nos estádios. Vida de mãe de jogador é assim mesmo, tem que ter um psicológico muito forte e ver eles indo pra lugares diferentes é um aperto no coração, mas também é um motivo de alegria, pois eles tão lutando para ter as suas coisas”.

 

Sempre atenta

 

Mesmo com os filhos jogando por clubes, competições e horários diferentes, Regi faz o possível para acompanhar todos eles. A entrevista foi realizada na última  sexta (12), com a mãe detalhando cada um dos passos dos atletas nesta semana e sem deixar de demonstrar todo amor que sente.

“Tem gente que diz que é sorte, mas é muito joelho no chão. Quando meus filhos entram em campo, costumo fazer uma oração por eles, seja eu vendo pessoalmente ou na TV. Hoje (sexta), às 18h, já começa pelo Vila, com o Rian. De madrugada, 1 da manhã, Dudu joga. Domingo, o Tico (com o Princesa). Quinta, o Raylison, que viaja para Recife (com o Fast), pela Copa do Brasil Sub-17. Momento de muita gratidão a Deus pelos filhos que tenho, em dizer que me sinto feliz, por cada um estar conquistando seus objetivos. Sou aquela mãe presente em oração pelos meus filhos”, conta Regi, que mantém os pés dos filhos sempre no chão.

“Independente do resultado que acontecer, é não baixar a cabeça e fazer seu papel. Chamo muito a responsabilidade deles, são muito novos, às vezes querem subir no salto, mas puxo a corda para trás. Assim é minha rotina do dia a dia”.

 

Dia das Mães

 

Neste domingo (14), Princesa do Solimões e São Francisco-AC se enfrentam pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro – Série D. Com o filho Tico no elenco do Tubarão do Norte, Regi confirma que estará presente no estádio Gilbertão, em partida que acontece às 16h. Perguntada se já está acostumada a ir aos jogos, a resposta não poderia ser outra.

“Sim, não perco nenhum jogo, até porque a gente mora na frente do estádio (risos). Tico é o único que está jogando no time de Manacapuru”, finaliza.