Manaus ter, 3 nov
A Crítica
Esportes

Um dia especial na carreira do amazonense Arlen

Lateral-direito superou tiro de bala perdida sofrido ainda na infância e, nesta quarta, irá atuar pela primeira vez como profissional no estado onde nasceu

Publicado em 17/01/2024 às 10h42 · Atualizado em 17/01/2024 às 10h52
Um dia especial na carreira do amazonense Arlen
Foto: Paulo Bindá

Em sua primeira temporada pelo Audax-RJ, o lateral-direito Arlen Cleyton deve ser titular na partida desta quarta-feira (17), diante do Flamengo, pela primeira rodada do Campeonato Carioca. O jogo acontece às 20h30, na Arena da Amazônia, o que torna o jogo ainda mais especial para o atleta de 27 anos, já que Arlen é amazonense.

Quando ainda morava na capital amazonense, Arlen era morador do bairro Japiim, localizado na zona Sul de Manaus. Com 11 anos, o lateral-direito teve a oportunidade de atuar no antigo Vivaldão, ao disputar a final do Peladão, na categoria Peladinho. 16 anos depois, o atleta terá a oportunidade de atuar como profissional pela primeira vez no estado onde nasceu.

“Quando eu tinha 11 anos, disputei a final do Peladinho no antigo Vivaldo Lima e, por sinal, estava lotado, porque logo depois teria a final do Peladão. Foi uma energia muito boa e agora, poder retornar para a cidade num jogo desse, contra o Flamengo, é uma sensação única. Já convoquei meus amigos, minha família e eu tenho certeza que eles vão fazer ‘zuada’ lá”, afirma o lateral.

A história de Arlen no futebol poderia ter sido abreviada, já que quando ainda tinha os mesmos 11 anos – antes de atuar na final do Peladinho -, o jogador acabou sendo vítima de uma bala perdida, fazendo com o que ele andasse mancando por um tempo. No entanto, o tempo foi passando e o lateral-direito voltou a praticar futebol, sendo depois convidado pelo empresário amazonense Paulinho Nascimento a fazer um teste nas categorias de base do Vasco. 

“Eu levei um tiro quando ainda morava aqui, no Japiim. A bala complicou um pouco minha perna esquerda, onde os médicos falaram que eu poderia parar de jogar futebol e até mesmo ficar aleijado. Eu fiquei muito abalado nos primeiros meses, fiquei mais preocupado em não poder jogar futebol do que em não voltar a andar. Mas um ano depois, com a glória de Deus, eu tive a oportunidade de ir para o Vasco e aproveitei da melhor maneira possível. Fui realizando várias etapas do meu sonho, ainda tem muita coisa que quero alcançar ainda e sigo na luta”, almeja.