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A Crítica
Esportes

Velocidade de imagem muda sentença e goleiro do Penarol está perto de voltar ao campo

Após defesa do goleiro Bruno Colaço utilizar imagens do jogo contra o Fast em velocidade normal, goleiro teve pena atenuada

Publicado em 13/08/2021 às 00h59 · Atualizado em 09/03/2022 às 00h56
Velocidade de imagem muda sentença e goleiro do Penarol está perto de voltar ao campo
Foto: Reprodução Eleven Sports

Dois jogos. É o que falta para que o goleiro do Penarol, Bruno Colaço, volte a ficar elegível para entrar em campo. O jogador que não atua desde o jogo contra o Fast foi julgado na última semana pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e acabou pegando quatro jogos de suspensão, dos quais, dois já foram cumpridos.

Em jogo válido pela 3ª rodada da Série D, o goleiro foi expulso aos 32 minutos do segundo tempo após reclamar pela marcação de um pênalti a favor do Fast. O árbitro Dagoberto Silva Modesto (CBF/TO) relatou na súmula que após a expulsão, além de xingamentos, o jogador o agrediu com um soco. “O jogador teve de ser contido pelos companheiros de equipe e também foi necessário (sic) a entrada do policiamento do jogo para o mesmo sair de campo”, relatou na súmula da partida.

Com base no documento oficial, Colaço foi denunciado pela promotoria por infringir os Artigos 254-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva que prevê punições para agressões físicas durante a partida – pena de 4 a 12 partidas de suspensão – e 243-F que diz sobre ofender a honra de alguém que está envolvido na partida – suspensão de até 90 dias. Além da súmula, a promotoria utilizou um vídeo do jogo para comprovar o ato.

O jogador, em sua defesa, negou que tenha agredido o árbitro e contou que no julgamento deu a sua versão dos fatos.

“Quinta-feira teve a audiência e eu pude participar contando o meu depoimento, Também quero aproveitar para deixar claro algumas coisas, porque foi publicado que eu dei um soco na cara do árbitro. Pelo amor de Deus, eu jamais faria isso. O que aconteceu foi que quando ele me expulsa, eu vou em direção a ele pra argumentar e ele sem querer, eu acho, acaba colocando o cotovelo no meu peito e eu, com o meu antebraço, acabo dando um cutucão nele, mas é algo que eu poderia ter evitado também, mas acabei tomando uma decisão errada no calor do jogo”, explicou o jogador que, no depoimento, admitiu ter ofendido o árbitro, mas não com as palavras utilizadas na súmula.

Porém o que mudou a sorte do goleiro no julgamento foi a velocidade do vídeo mostrando o momento da expulsão. Enquanto a acusação usou um vídeo em câmera lenta, a defesa apresentou o vídeo em velocidade normal e, com isso, convenceu o colegiado de que não houve uma agressão. Desta forma, Bruno passou a ser enquadrado no Artigo 250, que configura ato hostil ou desleal, que prevê punição de uma a três partidas. Assim, Bruno recebeu quatro jogos: um pela expulsão e três pela confusão com o árbitro.

Durante o período que ficou sem jogar, ele disse que teve que repensar algumas atitudes, ao mesmo tempo que se dedicava nos trabalhos.

“Eu fui crucificado por muita gente,perdi algumas noites de sono tentando absorver tudo o que publicaram […]. Foi um período em que eu tive que ter muita sabedoria, mas continuei trabalhando e apoiando meus companheiros como sempre fiz. Estou aqui para somar e temos um objetivo maior, que é a busca do acesso e vamos em busca dele. Jogando ou não, quero participar desta conquista. O clube em momento algum virou as costas para mim e me ajudou com despesas de advogada e sou grato por isso. E aproveito pra pedir desculpas ao SR. Dagoberto”, disse.