Veloz e pressionado, Vettel vai ter que se superar na Hungria
Sentindo-se obrigado e pressionado a vencer o GP da Hungria, Vettel sabe que se cometer mais um erro na corrida ele se distancia da disputa do título do campeonato
O estudo das leis da física tem, ao longo dos anos, impacto direto no desenvolvimento da Fórmula 1. Também é dos livros de física que um dos principais ingredientes desta temporada surgiu: a pressão.
A fórmula é simples: a pressão é dada pela razão entre uma força e a área de sua aplicação. Nas pistas porém, o cálculo é um pouco mais complicado. Após Sebastian Vettel errar e deixar a vitória do Grande Prêmio da Alemanha escapar, o piloto alemão perdeu a liderança do campeonato para Lewis Hamilton e se vê pressionado para conquistar o lugar mais alto do pódio no GP da Hungria, neste domingo (29) a partir de 9h (horário de Manaus).
Mesmo diante das críticas, principalmente da imprensa italiana, Vettel garante estar focado em voltar à liderança da disputa pelo troféu da temporada. “Então eu não me importo muito com o que as pessoas dizem. Eu tenho que estar em paz comigo mesmo”, respondeu o tetracampeão. “Quando tudo vai bem, você é aplaudido e, se cometer erros, é criticado”, completou.
O atual líder do campeonato também sabe como é importante saber lidar com as cobranças por desempenho. “Eu realmente trabalho duro para me preparar mental e fisicamente para ser o último a quebrar”, garantiu Lewis Hamilton.
Assim como um estudo físico, a experiência é o principal instrumento utilizado para entender e conviver melhor com a pressão.
Na ponta da tabela, o inglês precisa enfrentar uma pista que pouco favorece a Mercedes. “Nosso carro gosta de estar em um circuito mais aberto, mais curvas de alta velocidade e dependentes da força descendente. Isso é principalmente de média e baixa velocidade, então será interessante”, pontuou Hamilton.
A Red Bull Racing é apontada como a favorita para o final de semana, mas Vettel conseguiu colocar a Ferrari em condições de igualdade durante os treinos. Ainda assim, o principal ingrediente utilizado por Hamilton para dissipar a pressão é um só: o otimismo. “A Ferrari foi mais rápida no ano passado. Mas talvez entremos no carro, tenhamos um ótimo ritmo e o carro funcione muito bem aqui”, finalizou.