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Fãs falam sobre impacto de Madonna na música, moda e comportamento

A rainha do pop realiza neste sábado (4) o último show da turnê "Celebration" em Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ)

Publicado em 04/05/2024 às 14h03
Fãs falam sobre impacto de Madonna na música, moda e comportamento
Foto: Divulgação

Falar sobre Madonna vai muito (muito!) além da música. Por mais de quatro décadas, a Rainha do Pop não somente embalou momentos marcantes das nossas vidas, mas também inspirou tendências, comportamentos e, por que não, posicionamentos entre seus milhares de fãs que, neste sábado (4), voltam as atenções para o Rio de Janeiro, onde a cantora se prepara para um show na Praia de Copacabana.

O designer Luiz de Jesus Júnior é um dos manauaras que partiu rumo à Cidade Maravilhosa para conferir a apresentação da artista.

“A primeira vez que ouvi uma música da Madonna foi bem aleatório. Eu era criança e lembro que, na televisão, passava o comercial da Seda, que tocava “4 Minutes”. Fiquei obcecado (pela música) e fui procurar mais sobre a vida da Madonna. Com 12 anos, fiquei fascinado com a vida dela e comecei a ouvir mais as músicas”, disse ele ao VIDA & ESTILO.

Para Luiz, cujo disco favorito de Madonna é “Like a Prayer!”, a cantora sempre esteve na vanguarda e nunca vai existir alguém igual a ela. “Ela sempre se reinventou! Acompanhou o tempo de acordo com que ele passava. Acho que nenhum look dela vai ser mais icônico do que o corset do Jean Paul Gaultier que ela usou na turnê ‘Blond Ambition’, em 1990”.

Ele afirma, ainda, que a artista o influenciou na música. “A partir da primeira vez que a ouvi, realmente decidi que era exatamente aquilo que eu gostava de ouvir, que ia viver para aclamar as divas pop”, concluiu.

O jornalista Alexandre Pequeno, assim como o seu companheiro, Luiz, também é fã de Madonna. Ele costumava ouvi-la em festas de família e logo se familiarizou com hits como “La Isla Bonita” e “Like a Prayer!”. “Me tornei fã pela força e pelo impacto que ela transmite em suas apresentações e clipes musicais”, reforçou.


Para Luiz e Alexandre, o poder de reinvenção de Madonna é um dos motivos que a tornam única (Foto: Arquivo Pessoal)

Ele acredita que o impacto audiovisual, as performances em turnês e o poder de reinvenção de Madonna, a cada nova era, ajudaram a estrela a se firmar como Rainha do Pop. “Cada era de Madonna marca um momento, também, na moda da vida da cantora. Ela encarna a persona adotada nos álbuns em suas aparições”, ressaltou Alexandre.

“Acredito que a forma com que ela sobreviveu à sua própria trajetória é inspiradora. Uma pessoa que chegou em Nova Iorque, com pouco dinheiro no bolso e se tornou a maior diva pop de todos os tempos, arrastando multidões, influenciando artistas, ditando moda e tendências, mas mais que isso, a maneira com que ela está disposta a acreditar em si própria e iniciar cada fase de sua vida é a maior influência que ela pode nos inspirar”, finalizou o jornalista.

Inspiração

Para a analista de comunicação Anne Gabrielly Monteiro da Silva, Madonna foi uma figura transgressora, que reinventou o pop de uma forma única. Além disso, em um mundo onde as mulheres são frequentemente julgadas e subestimadas, ela acredita que a artista serviu como um farol de inspiração e força.

“Eu estou muito feliz e emocionada de assistir a Madonna ao vivo, que me inspira a ser forte, a lutar por mim e é minha referência de uma vida toda. É um momento único que eu não poderia perder, sei que vai ser suado, mas já está valendo a pena”, contou a analista de comunicação.

Fã dos hits oitentistas da cantora, como “Like a Virgin”, Anne a considera uma artista completa, que constrói personas para cada era de sua carreira – o que impacta o mundo inteiro. “Como eu disse, eu amo os anos 1980. Então, até hoje, gosto muito do estilo dela nessa era, vez ou outra agrego algo, principalmente na maquiagem. O cabelo loiro também acho marca registrada, tento me inspirar nesse quesito”, encerrou.


Para Anne Gabrielly Madonna foi uma figura transgressora e que reinventou o pop e uma forma única (Foto: Arquivo Pessoal)

Empoderamento

A designer, social media e videomaker digital Judite Araújo consegue traçar uma linha do tempo com base nos impactos que os discos de Madonna tiveram em sua vida.

“‘Madonna’ (1983) me faz pular de alegria e lembrar da minha infância; ‘Erotica’ (1992) foi uma explosão de libertação e tem um simbolismo muito grande; ‘Ray of Light’ (1998) foi uma transição muito importante e íntima, é um álbum de descobertas e reflexões; e ‘Confessions on a Dance Floor’ foi importante para me reconectar com a grandeza que é a Madonna e quão importante é o impacto dela na minha vida”, frisou.

Ela conheceu a artista entre 1990 e 1992, por intermédio de uma prima adolescente. “Já a escutava, mas comecei a amar a Madonna depois de ver os filmes dela. Amava como ela se portava, como ela andava, como ela era rebelde, o estilo, amava tudo nela. ‘Quem É Essa Garota?’ e ‘Procura-se Susan Desesperadamente’ eram minha religião”, revelou.

De acordo com Judite, a estrela representa tudo o que ela gostaria de ser: independente, segura, determinada, ‘fora da caixa’ e forte.


Para Judite, Madonna é símbolo de empoderamento (Foto: Arquivo Pessoal)

“Madonna, para mim, é empoderamento, é símbolo de revolução feminina, sempre trazendo pautas e questionando à sociedade. Ela me dava, e continua me dando, muita força para lutar e conquistar tudo o que eu sei que sou capaz de ser e conquistar. Não sei o que seria de mim sem a Madonna como resistência”, concluiu.

 

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