Abraciclo vê com preocupação redução do IPI para produtos da ZFM
Em nota, a Abraciclo disse que considera de fundamental importância excluir os produtos da ZFM da redução do IPI para a manutenção da Política Industrial e de Desenvolvimento Regional da ZFM
A Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) afirmou, nesta segunda-feira (28), que apoia as iniciativas do Governo Federal em relação à diminuição da carga tributária nacional, porém vê com preocupação a redução linear da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os produtos da Zona Franca de Manaus (ZFM) como as motocicletas e bicicletas.
Em nota, a Abraciclo disse que considera de fundamental importância excluir os produtos da ZFM da redução do IPI para a manutenção da Política Industrial e de Desenvolvimento Regional da ZFM. Tal medida manteria os benefícios garantidos na Constituição Federal, garantindo a competitividade dos produtos fabricados, incentivando a atração de novos investimentos, bem como a manutenção de empregos e renda na região Norte do país.
Para a Associação, a medida adotada pelo governo federal favorece apenas os importadores e não refletirá para o consumidor final, pois este imposto já é isento nos produtos produzidos na ZFM e irá provocar uma perda acentuada de competividade do Polo Industrial de Manaus (PIM). Essa perda de competitividade, segundo a Abraciolo, geraria uma onda de desemprego em toda a cadeia produtiva da região Norte do país, pois há fornecedores de componentes, comércio, serviços, em todo o território nacional.
“O Brasil é hoje o sexto maior produtor global de motocicletas e quarto de bicicletas. As indústrias instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) contam com 14,5 mil colaboradores diretos e cerca de três mil temporários. Uma mão de obra extremamente qualificada, que garante que as motocicletas e bicicletas brasileiras conquistem novos mercados e sejam reconhecidas mundialmente pelo alto valor agregado”, destaca.