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Adolescente indígena de 13 anos confessa ter matado colega em Lábrea

Em audiência de apresentação, o jovem alegou legítima defesa. Caso aconteceu no dia 30, na Aldeia Nova Fortaleza, Zona Rural de Lábrea

Publicado em 10/12/2019 às 20h42 · Atualizado em 22/03/2022 às 18h09
Adolescente indígena de 13 anos confessa ter matado colega em Lábrea
Foto: Divulgação

O adolescente indígena de 13 anos apreendido no município de Lábrea por ato infracional análogo a homicídio duplamente qualificado foi ouvido em audiência de apresentação nessa segunda-feira (9) e confessou a morte do colega, adolescente da mesma etnia. O Ministério Público do Amazonas (MPAM), pela Promotoria de Justiça de Lábrea, defendeu, na representação, as qualificadoras de fútil e meio cruel. O rapaz, acompanhado da família e de um advogado, alegou legítima defesa.

O fato aconteceu no dia 30 de novembro, na Aldeia Nova Fortaleza, zona rural de Lábrea, onde, segundo familiares, o rapaz sofre ameaças contra sua vida. Por decisão da magistrada, após a audiência, o adolescente agressor continuará internado na Cadeia Pública do Município.

Segundo a investigação policial, no dia 30, por volta de 1h da manhã, a vítima e outro membro da comunidade estavam ingerindo gasolina no igarapé da aldeia quando o assassino se juntou a eles e passou a beber também. Depois de algum tempo, de surpresa, o recém-chegado atingiu um deles com um pedaço de pau.

O golpe o derrubou no igarapé e, com medo, ele se afastou, nadando até o outro lado do igarapé. Em seguida, o agressor passou a golpear, várias vezes, a vítima, acertando-o na cabeça e no rosto. “O representado, com animus necandi (vontade de matar), por motivo fútil e meio cruel, valendo-se de um pedaço de pau, desferiu golpes na vítima com tamanha brutalidade que ocasionou a sua morte”, relatou o Promotor de Justiça Caio Lúcio Fenelon Assis Barros, titular de Lábrea.

Uma testemunha, tio do primeiro rapaz atingido pelo agressor, relatou à polícia ter encontrado o assassino em fuga, logo após a morte, e que, ao ver o rapaz transtornado, perguntou aonde ele ia. Segundo ele, o rapaz teria dito que iria para a cidade de Lábrea, por ter assassinado a vítima, por causa de ciúmes de certa “menina”.

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