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A Crítica
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Adolescentes praticavam automutilação e bebiam sangue humano em escola de Manaus

Os jovens se reuniam para se cortarem e beber o sangue um dos outros como símbolo de união e amizade entre eles. O ritual foi inspirado em vídeos da internet

Publicado em 04/04/2013 às 23h03 · Atualizado em 19/03/2022 às 14h28
Adolescentes praticavam automutilação e bebiam sangue humano em escola de Manaus
Foto: Braço marcado por cortes feitos durante os rituais

O Conselho Tutelar da Zona Leste de Manaus recebeu no início da tarde desta quinta-feira (4) uma denúncia envolvendo adolescentes que cursam o 6º ano do ensino regular em uma escola pública escola pública da cidade. Oito adolescentes praticavam automutilação e bebiam sangue dentro do colégio em que estudavam.

As ações do grupo só foram descobertas após a diretora do colégio de tempo integral Gabrielle Coegel, localizada no Puraquequra, Zona Leste, receber informações de que adolescentes estariam mordendo os colegas de sala para beber seu sangue.

O conselheiro Francisco Castro ouviu dos adolescentes adolescentes , com idade entre 11 e 13 anos, que desde fevereiro deste ano eles se encontravam no fim das aulas para se cortarem com estiletes e beberem o sangue um dos outros. O ritual seria um símbolo da união e amizade entre eles. Beber o sangue de outros que não pertenciam ao grupo era o próximo degrau dos rituais de magia negra criado por eles

Rituais da internet

Duas adolescentes, apontadas como precursoras do movimento, e suas responsáveis compareceram a Delegacia Especializada em Atos Infracionais (Deai), para registrar o fato.Na delegacia elas informaram ao delegado plantonista que viram rituais semelhantes na internet e resolveram praticá-los no colégio.

A mãe de uma delas informou que a filha mudou o comportamento, se tornando desobediente e arredia. Ela perdeu o pai há dois meses e estava passando por um momento difícil. Somente há dois dias a mãe percebeu as marcas no corpo da filha.

De acordo com o conselheiro tutelar Francisco Chagas, os adolescentes irão passar por acompanhamento psicológico.

**Com informações da jornalista Kelly Melo.

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