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Amazonas registrou alta de desemprego no último trimestre do ano passado

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD)

Publicado em 07/03/2023 às 13h36
Amazonas registrou alta de desemprego no último trimestre do ano passado
Foto: Agência Brasil

Depois de uma queda de 9,4% na taxa de desocupação no terceiro trimestre de 2022, o Amazonas voltou a apresentar uma subida na taxa de desemprego nos últimos três meses do ano passado. 

Com o aumento de 0,7%, o Amazonas tem a 8ª maior taxa de desocupação do país, com 10,0%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgado na semana passada, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica – IBGE. Na média anual da taxa de desocupação, o Amazonas apresentou 10,7% em 2022 e está na 11ª posição de maior desemprego entre os estados e Distrito Federal. 

“A taxa de desemprego observada no final de 2022 ainda é reflexo de um cenário de ajuste do mercado de trabalho ora impactado pela pandemia e de uma tentativa de retomada da atividade econômica nos patamares de 2019. Dessa forma, temos um cenário ainda de instabilidade”, analisou a economista, Michele Aracaty. 

Em detrimento da taxa de desemprego, a taxa de informalidade continuou crescendo no Estado no 4º trimestre de 2022. De acordo com o PNAD, 57% da população amazonense trabalha sem carteira assinada. O dado representa o terceiro maior entre Estados e Distrito Federal. A taxa média anual da informalidade, por sua vez, foi de 57,5%, no Amazonas, em 2022. A 3ª maior taxa registrada entre as unidades federativas. 

Na visão da economista Denise Kassama, a informalidade é mais comum no interior do Amazonas. “Temos o interior onde é difícil você ter um emprego com carteira assinada e há as próprias relações trabalhistas que estão mudando como é a questão da pejotização. Muitos empregadores preferem contratar alguém como um microempreendedor individual a pagar um salário de cargos muito altos. Há de se fazer essa reflexão”.

Para os próximos meses, os economistas amazonenses afirmam que o cenário de desemprego no Amazonas pode continuar negativo. “A gente tem muitos indicadores negativos como o aumento da extrema pobreza e isso impacta na economia como um todo. Temos boas projeções, mas estamos ainda em processo de recuperação”, avaliou Kassama. 

Já Aracaty aponta uma expectativa de melhora nos dados para o segundo semestre de 2023. “Para os próximos meses acreditamos que o cenário permaneça nos mesmos patamares registrados no fim de 2022 e com uma possibilidade de melhora somente no segundo trimestre de 2023”, finalizou.  No Brasil, há 8,6 milhões de pessoas desocupadas e 38,6 milhões de trabalhadores informais no trimestre de outubro a dezembro de 2022, conforme a Pesquisa.

 

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