Amazonas tem 19 municípios em alerta ou risco para dengue, zika e chikungunya
Desse total, três estão em risco de surto das doenças e 16 aparecem em alerta, incluindo a capital
O novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2018 aponta que 19 cidades estão em situação de alerta ou risco de surto de dengue, zika e chikungunya no estado do Amazonas. Dos 62 municípios do estado, 46 realizaram o levantamento de infestação do Aedes aegypti. Desse total, três estão em risco de surto das doenças e 16 aparecem em alerta. Manaus, a capital do estado, está em situação de alerta.
O estudo indica que 1.153 municípios brasileiros (22%) apresentaram um alto índice de infestação, com risco de surto para dengue, zika e chikungunya. Com isso, o Ministério da Saúde alerta para a necessidade de intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti, mesmo durante o outono e inverno.
Ao todo, 5.191 municípios realizaram algum tipo de monitoramento do mosquito transmissor dessas três doenças, sendo 4.933 por levantamento de infestação (LIRAa/LIA) e 258 por armadilha. A metodologia da armadilha é utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente.
As ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti são permanentes e tratadas como prioridade pelo Governo do Brasil. Para isso, o Ministério da Saúde tem garantido orçamento crescente aos estados e municípios. Os recursos para as ações de Vigilância em Saúde cresceram nos últimos anos, passando de R$ 924,1 milhões em 2010 para R$ 1,94 bilhão em 2017. Para 2018, a previsão é que o orçamento dessa área chegue a R$ 1,9 bilhão. Este recurso é destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas dengue, zika e chikungunya. O recurso é repassado mensalmente a estados e municípios.
Em 2018, até 21 de abril, foram notificados 1.258 casos prováveis de dengue no Amazonas, uma redução de 42,2% em relação ao mesmo período de 2017 (2.177). Em relação à chikungunya, foram registrados 27 casos prováveis. A redução é de 85,16% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 182 casos.
Também foram registrados 115 casos prováveis de zika no estado, uma redução de aproximadamente 60% em relação ao mesmo período de 2017 (285).