Amom abre mão do Fundo Eleitoral para campanha
O pré-candidato criticou seus concorrentes por financiarem campanha com dinheiro público
Em suas redes sociais, o pré-candidato a prefeito de Manaus, Amom Mandel (Cidadania), disse na última sexta-feira (26/07) que não vai usar o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como “Fundão”. Na tarde de domingo (28/07), Mandel criticou quatro dos seus concorrentes por usarem o fundão.
“Sou o primeiro nas eleições para prefeito das capitais do Brasil a abrir mão do fundão. Dá para fazer política sem meter a mão no teu bolso. O dinheiro que você paga nos impostos não deveria ir parar nas campanhas políticas de quem tem condições de usar recursos próprios e de quem está disposto a doar”, disse Amom, via Instagram.
O pré-candidato afirmou que pretende concentrar sua campanha nas redes sociais e na internet. Além da televisão, com apenas um minuto diário durante o horário eleitoral gratuito.
Mandel ressaltou que a decisão é uma forma coerente de manter suas propostas de pré-campanha.
“Mantenho a coerência com o que sempre defendi: a economia do dinheiro público”.
Já na tarde de domingo, o pré-candidato aproveitou para criticar os seus concorrentes David Almeida (Avante), Roberto Cidade (União), Capitão Alberto Neto (PL), e Marcelo Ramos (PT), por usarem o Fundão para financiar os custos de campanha eleitoral.
“Eu não vou usar o dinheiro do teu bolso para fazer campanha, já os outros”, criticou o deputado federal.
Amom Mandel publicou um vídeo no Instagram, nesta segunda-feira (29/07), onde informou que abriu mão de quase R$15 milhões do Fundo Eleitoral e afirmou que quase 500 mil pessoas de Manaus vivem em situação de extrema pobreza e que isso não é uma medida justa com a população.
“Esse dinheiro poderia ser investido em melhorias para vários problemas de Manaus, e não ser usado para autopromoção”, afirmou o pré-candidato a prefeito.
O valor foi divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão responsável pela organização do pleito, no dia 17 de junho de 2024 para o Fundão, foi de R$4,9 bilhões.
O Jornal A CRÍTICA divulgou em junho que o partido que vai receber a maior fatia do total do fundo será o PL. A legenda poderá dividir R$886,8 milhões entre seus candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador. Em segundo lugar, está o PT, que receberá R$619,8 milhões.
Em seguida, aparecem o União (R$536,5 milhões); PSD (R$420,9 milhões); PP (417,2 milhões); MDB (R$404,6 milhões) e Republicanos (R$343,9 milhões).
O repasse dos recursos está previsto na Lei das Eleições e leva em conta a divisão igualitária entre todos os partidos registrados no TSE, que levam 2% do total, mais 35% em relação aos votos obtidos na Câmara dos Deputados, mais 48% conforme o tamanho da bancada na Câmara (fusões e incorporações), além da cota de 15% pela bancada no Senado.