Anacrim abre subsede no Amazonas
Entidade surge como uma voz para garantir que os advigados atuem com segurança, respaldo e reconhecimento
O Amazonas ganhou, neste mês de fevereiro, a primeira subsede da Associação Nacional da Advocacia Criminal (Anacrim). Comandada pelos advogados Amanda Praia e Nil Ferreira, a entidade tem o propósito de qualificar e promover segurança para a classe.
A Anacrim atua diretamente na defesa das prerrogativas dos advogados criminalistas, na promoção de capacitação profissional e na construção de um ambiente tanto justo quanto estruturado para o exercício da profissão.
No último dia 14 de fevereiro, a entidade anunciou oficialmente a expansão para mais dois estados, ambos da região Norte: Acre, com Helcínkia Albuquerque dos Santos Nunes, na presidência, e Amazonas, com Amanda Guimarães Praia.
A ampliação foi celebrada pelo presidente nacional, James Walker, que destacou o apoio irrestrito da entidade às novas lideranças. Agora, a Anacrim está presente em 20 estados, e no Distrito Federal.
“As colegas chegam com imensa disposição para trabalhar pela advocacia criminal, promovendo a integração com colegas de todo o Brasil. Elas terão o incondicional apoio da nacional para lutarem pela união, valorização e defesa da nossa classe”, destacou.
A doutora Amanda Guimarães Praia tem dez anos de carreira, dentre os quais seis foram de atuação direta nas penitenciárias, pelo Instituto Prisional do Amazonas. Além disso, também acumula experiências no Tribunal de Justiça, na Vara de Entorpecentes e na Vara do Tribunal do Júri.
Na configuração da mesa diretora da subsede amazonense a presidente Praia conta com um grupo formado por advogados militantes na área criminal: Nil Ferreira como vice-presidente, Kelly Chaves como secretária geral e Bruno Queiroz como ouvidor estadual.
Desafios e metas
Além do currículo profissional, a escolha de Amanda Guimarães Praia para a presidência (assim como a colega no Acre) tem uma representatividade muito significativa: a de uma mulher à frente de uma classe majoritariamente masculina.
A presidente explicou que estar à frente da instituição é um orgulho, algo que inspira outras mulheres a também colocarem o nome à disposição para o mesmo cargo, e combate o problema de ter profissionais desencorajadas por causa do ambiente.
“Eu digo que não falta mulher, falta coragem em muitas de nós porque, por ser uma área realmente dominada por homens, muitas vezes a mulher se sente inferiorizada, achando que aquele lugar talvez não pertença a ela, mas pertence”, disse Praia.
Além desse legado, a presidente também deseja enfrentar e combater os desafios constantes dos advogados da área, questões relacionadas às prerrogativas dos profissionais e até o reconhecimento de seu papel essencial no sistema de Justiça.
A Anacrim surge como uma voz ativa para garantir que eles e elas atuem com segurança, respaldo e reconhecimento, elevando o nível da atuação criminalista no estado.
Uma das formas de promover esse reconhecimento é aumentar a qualificação técnica dos advogados. Para isso, uma série de workshops vai ser disponibilizada para os associados, já a partir do próximo mês.
As palestras e oficinas vão fazer parte de um planejamento a longo prazo para fortalecer várias características, a ideia é que não sejam cursos avulsos, mas todos dentro de um escopo previamente definido. Um exemplo é o voltado para o ensinamento de sustentação oral.
“A gente vai ensinar tanto a parte técnica, aquilo que ele precisa saber, quanto do direito, também vai ter um curso de oratória, justamente para o advogado ter essa desenvoltura; justamente pra que ele possa não só ter os direitos defendidos, mas se capacitar, se tornar cada vez um profissional melhor”, defendeu.