Andanças de Cigano celebra a magia dos deuses em seu enredo
A agremiação da Cachoeirinha, bairro da Zona Sul da cidade, foi a segunda a desfilar na noite deste sábado
A Andanças de Cigano foi a segunda escola a entrar na avenida no samba neste sábado (15). Celebrando os deuses com o enredo “Na festa dos Deuses os Ciganos fazem o Carnaval”, a escola começou seu desfile por volta das 21h20 e cumpriu a missão de animar o público presente no Sambódromo após a apresentação da Sem Compromisso.
O presidente da Andanças, Vilson Benayon, destacou a bateria como um dos itens mais marcantes do desfile. “Não tem como falar apenas um ponto alto. A escola foi maravilhosa. A bateria sendo comandada pelo mestre Pan, orientando todos os Ciganos é maravilhosa. A maior alegria de um presidente é ver toda a sua comunidade feliz e agora eu estou vendo que depois de todas as dificuldades, nós superamos porque somos um bando de loucos que amamos o Carnaval e não podemos deixa-lo acabar”, avaliou ele, mostrando muita satisfação com a apresentação.
A agremiação da Cachoeirinha, bairro da Zona Sul da cidade, levou 3 mil integrantes distribuídos em 18 alas e três carros alegóricos, limite estipulado pela Comissão Executiva das Escolas de Samba de Manaus (Ceesma). O desfile foi encerrrado em 65 minutos, dentro do limite de 70 minutos que consta no regulamento.
O enredo é uma reedição de quase 30 anos atrás, quando, no Carnaval de 1987, a escola foi vice-campeã.
O samba-enredo dos Ciganos foi mais uma vez intérpretado por ninguém menos que Agnaldo do Samba, uma das lendas do Carnaval amazonense e que, ano passado, levou o prêmio de melhor intérprete do “Estandarte do Povo” de A CRÍTICA.
O próprio presidente da escola, Vilson Benayon, coordenava o tempo de apresentação da escola na frente do carro abre-alas, que tinha aproximadamente 10 metros de altura.
A Andanças de Ciganos levou como mestre-sala e porta-bandeira mirins Ingra Rafaelle,12, e Victor Simpson, 14 anos. Eles representam dois trofeus. A mãe de Victor, Ana Simpson, acompanha o filho a executar a coreografia na avenida. Eles animam e o público presente no Sambódromo em cada passagem.
A coreografia executada pela bateria com a rainha representou uma espécie de dança para acordar a serpente. Raíssa Santana desfila na avenida como Medusa
Apresentação
Neste ano, para todas as escolas, o tempo mínimo de apresentação é de 50 minutos e o máximo de 70 minutos (1h10), segundo preconiza o regulamento da Ceesma.
Ao jornal A Crítica, o presidente da escola, Vilson Benayon, comentou que o regulamento lhe dava a vantagem de escolher em segundo ou em último levando em conta a ordem decrescente de 2016: ano passado a Andanças terminou em antepenúltimo, à frente da Sem Compromisso (que abre o Grupo Especial deste ano) e Primos da Ilha, que foi rebaixada para o Grupo de Acesso A.
“Escolhi nos apresentarmos em segundo porque desfilar por último é muito cansativo, e o primeiro corre o risco de todos os seus participantes não estarem em formação – ordem decrescente”, disse.