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Após ameaçar ‘quebrar tudo’, Sérgio Reis é proibido de ir à Praça dos Três Poderes

Cantor foi alvo de decisão do STF que determina que ele e outros sete investigados fiquem a pelo menos um quilômetro de distância do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal

Publicado em 20/08/2021 às 15h18 · Atualizado em 09/03/2022 às 01h06
Após ameaçar ‘quebrar tudo’, Sérgio Reis é proibido de ir à Praça dos Três Poderes

Em decisão que determinou busca e apreensão em endereços do cantor Sérgio Reis, do deputado federal Otoni de Paula e de outros sete investigados, o ministro Alexandre Moraes determinou que o cantor e os demais investigados fiquem impedidos de circular até um quilômetro de distância da Praça dos Três Poderes.

O local era onde o grupo, que inclui o também cantor Eduardo Araújo, pretendia realizar manifestações contra o STF no próximo dia 7 de setembro. “O objetivo dos investigados, conforme se vê da manifestação da Procuradoria-Geral da República, é dar um ‘ultimato’ no presidente do Senado Federal, invadir o prédio do Supremo Tribunal Federal, ‘quebrar tudo’ e retirar os magistrados dos respectivos cargos ‘na marra’”, diz trecho da decisão de Alexandre de Moraes, citando as palavras usadas por Sérgio Reis em vídeo propagado na internet.

Dentre os nove investigados no caso, apenas o deputado federal Otoni de Paula pode se aproximar da Praça dos Três Poderes, uma vez que é parlamentar e precisa ir ao local para trabalhar no Congresso.

Segundo o ministro, as manifestações “criminosas e antidemocráticas” estão sendo programadas para a proximidade do feriado de 7 de Setembro, e os investigados estariam se valendo de publicações em redes sociais “para instigar os seus seguidores, e tentar coagir a população brasileira em geral, a atentar contra o Estado Democrático de Direito brasileiro e suas Instituições republicanas, inclusive com incentivo a atos expressos de ameaça e violência física”.

As medidas foram solicitadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em um novo inquérito que chegou à Corte na última segunda-feira. Segundo a PGR, o quadro probatório demonstra a atuação dos investigados na divulgação de mensagens, agressões e ameaças contra a Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições.

Entre as medidas tomadas, está também o bloqueio da chave pix que seria utilizada para arrecadar doações para os atos do grupo e a proibição de acesso às redes sociais.

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