Manaus ter, 27 out
A Crítica
Geral

Aromaterapia pode ser aliada na recuperação de doenças e transtornos

Além dos benefícios na parte emocional, os óleos essenciais também apresentam propriedades químicas que reagem com o corpo físico, de acordo com a aromaterapeuta Karina Araújo de Lima

Publicado em 13/11/2020 às 20h56 · Atualizado em 09/03/2022 às 13h48
Aromaterapia pode ser aliada na recuperação de doenças e transtornos
Foto: Reprodução / Internet

Enxaqueca, sinusite, ansiedade e insônia são problemas de saúde e transtornos muito comuns nos consultórios médicos. Em busca de tratamento, cada vez mais aumenta o número de pessoas que procuram por práticas integrativas e complementares, como é o caso da aromaterapia, que utiliza dos benefícios dos óleos essenciais extraídos da natureza para tratar diversas doenças.

De acordo com aromaterapeuta e terapeuta floral, Karina Araújo de Lima, a aromaterapia é uma terapia integrativa que visa o restabelecimento físico, emocional e mental do indivíduo, através do uso de óleos essenciais que podem ser absorvidos tanto pela pele como pela inalação do aroma

A terapeuta explica que os benefícios são alcançados através da absorção das propriedades dos óleos que atuam diretamente no sistema límbico da pessoa – parte do cérebro que comanda os extintos e onde são armazenados as emoções, sentimentos e reações, conforme a terapeuta.

Além dos benefícios na parte emocional, os óleos essenciais também apresentam propriedades químicas que reagem com o corpo físico, segundo explicou a aromaterapeuta.

“Existe óleo essencial que é bom para celulite, queda de cabelo, caspa e inúmeras dores no corpo. Então, a aromaterapia não é só um cheiro, ela vai muito a fundo nos tratamentos”, destacou Karina, que estuda a prática integrativa há três anos.

A jornalista Natália Lucas conta que começou a utilizar os óleos essenciais há dois anos, e de lá para cá a sua paixão pela aromaterapia só aumenta. Tudo começou em 2015, quando ela decidiu fazer uma reeducação alimentar e adotar hábitos mais saudáveis.

“Eu uso os óleos essenciais para ansiedade, quando estou estressada, tensa, sem foco, para várias coisas. Uso inclusive nas minhas roupas, substituindo o amaciante. Utilizo também para dormir, pingo no travesseiro, nos lençóis para ter uma noite de sono tranquila”, disse.

Entre os inúmeros benefícios experimentados por Natália com o uso dos óleos essenciais, ela destaca a experiência que teve com a utilização do óleo para a enxaqueca. “Eu comecei a sofrer, desde o ano passado, com crises de enxaqueca, principalmente na pré-menstruação, sempre vinha a dor de cabeça. Então, eu comecei a usar o óleo essencial de hortelã, e ajudou muito”, disse.

A aromaterapeuta Karina, no entanto, ressalta que é importante estudar e conhecer as propriedades de cada óleo, porque dependendo da pessoa e do óleo há contraindicações.

“O óleo de alecrim, por exemplo, é contraindicado para pessoas com hipertensão, porque ele aumenta a pressão. Já o óleo de capim e limão tem restrições para pessoas com glaucoma”, exemplificou a terapeuta, a ressaltar que também é preciso tomar um cuidado maior com idosos, bebês e grávidas.

Mas, o suporte terapêutico que a aromaterapia proporciona para diferentes males físicos e psíquicos tem sido tão difundido no Brasil, que o próprio Sistema Único de Saúde (SUS) incluiu a terapia no repertório de práticas integrativas e complementares em saúde presentes na política nacional implantada no Brasil a partir de 2006.

O terapeuta e mestre Reiki, Dan Holanda afirma que utiliza os óleos essenciais em si mesmo e, terapeuticamente, em seus pacientes. “Os óleos essenciais trazem múltiplas possibilidades de uso. Dependendo da necessidade do paciente que eu estou atendendo é bem comum associar a terapia com o óleo essencial”, conta.

Uso consciente

Com relação ao uso dos óleos e como manipulá-los, a aromaterapeuta Karina indica que sejam utilizadas concentrações baixas, e explica que uma gota de qualquer óleo essencial corresponde a aproximadamente 24 xícaras de chá daquela mesma planta, o que representa uma alta concentração de componentes químicos.

“Tem alguns terapeutas que ainda seguem linhagem antiga de usar dosagens altas. Mas, hoje é comprovado, cientificamente, que não precisa usar dosagens altas para obter os benefícios desejados”, disse a terapeuta, a ressaltar que, geralmente, as dosagens altas são indicadas por questões meramente comerciais.

Outro fator também a se pensar, de acordo com a aromatetapeuta, é a questão da responsabilidade ambiental, afinal, para se extrair determinada quantidade de óleo essencial é necessária uma quantidade maior ainda de planta.

“Para você obter um litro de óleo de lavanda, por exemplo, você vai precisar de cerca de 300 quilos de lavanda. Então, se todo mundo usar de forma indiscriminada, não vai ter óleo suficiente para todos”, alertou.

Cuidados ao comprar

A aromaterapeuta também deu dicas para quem deseja comprar os óleos essenciais, que podem ser facilmente encontrados em diversos estabelecimentos de Manaus. Karina explica que na hora da compra é preciso prestar atenção se a marca oferece um teste chamado cromatografia.

“Ele é um teste de pureza feito em laboratório que afere se aquele óleo essencial é puro ou se está misturado, além disso, é possível identificar a composição química do óleo, que varia muito dependendo de onde a planta foi cultivada”, explicou.

Alguns aromaterapeutas alertam até mesmo para a embalagem do produto. O indicado é que o frasco seja de vidro, na cor âmbar ou verde, porque são características que proporcionam o melhor armazenamento do produto, já que suas propriedades são sensíveis a luz e podem se degradar facilmente, perdendo o efeito terapêutico.

Leia também

Voltar para Geral