Autonomia vira ativo político
Conforme o Instituto Direto ao Ponto, para 42% dos entrevistados, o ideal para o estado seria ter senadores independentes, sem ideologia definida.
Uma tendência já percebida pelos principais caciques políticos do Amazonas foi captada em sondagem encomendada pelo Instituto Direto ao Ponto, divulgada esta semana.
A pesquisa mostra que, em se tratando do Senado Federal, a maioria dos eleitores ouvidos preferem representantes independentes àqueles que abraçam ideologias – seja de esquerda ou de direita. O dado reforça o traço pragmático do eleitor amazonense na escolha de senadores, com o voto mais vinculado à entrega do que ao rótulo político.
Autoridade – Conforme o Instituto Direto ao Ponto, para 42% dos entrevistados, o ideal para o estado seria ter senadores independentes, sem ideologia definida.
Preferências – Já para 26%, o Amazonas deveria ter dois senadores ligados à direita.
Apenas 7% dizem que o melhor seriam dois senadores de esquerda.
Outros 12% avaliaram que o ideal seria um senador de direita e outro de esquerda.
Escaldado – Senador mais longevo do Amazonas, Eduardo Braga (MDB) adotou o perfil anti-ideológico desde sempre, maximizando entregas e minimizando polêmicas pautadas pelos extremos. E assim, em 2027 completará 16 anos de mandato.
Mantra – Em abril, aliás, quando questionado no A Crítica PodCast a respeito do espectro político no qual marchava, ele respondeu: “Nem esquerda, nem direita, mas a favor do homem e da mulher amazonense”.
Pragmatismo – Em tempos de trincheiras ideológicas, o senador Omar Aziz (PSD) nitidamente também tenta se manter fora da guerra. Em público, vem exaltado ações e programas de Lula no Amazonas, mas reforçando a imagem de gestor pragmático e de político que fala “a língua do eleitor”.
E nós? – O deputado Comandante Dan (Podemos) criticou, na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado (ALE/AM), o que chamou de “descaso do governo federal com o Amazonas”, após o Ibama autorizar a Petrobras a realizar estudos para exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas. Ele comparou a medida com o impasse da BR-319.
Estica e puxa – “A pavimentação da rodovia representa um impacto ambiental infinitamente menor que a exploração na foz. Mas a licença foi para o petróleo, não para o Amazonas”. O parlamentar também atacou o que classificou como “jogo de empurra” do governo federal sobre a BR-319.
Empurrão – Dos R$ 650 milhões em financiamentos imobiliários com recursos do FGTS realizados pela Caixa Econômica Federal neste ano, 40% contaram com participação do programa Amazonas Meu Lar – o equivalente a R$ 258 milhões.
Influência – O dado, que evidencia o peso do programa no setor habitacional, foi divulgado pelo secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano e coordenador da UGPE, Marcellus Campêlo.
Resposta – Sobre a ação civil pública movida pelo MPE/AM contra a Câmara Municipal de Manaus (CMM), a fim de anular um contrato de R$ 270 mil para aluguel de imóvel, a Casa informou que uma decisão judicial determinou a correção do processo, excluindo o Legislativo do polo passivo, “permanecendo o Município de Manaus como parte legítima”.