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Autonomia vira ativo político

Conforme o Instituto Direto ao Ponto, para 42% dos entrevistados, o ideal para o estado seria ter senadores independentes, sem ideologia definida.

Publicado em 22/10/2025 às 09h00
Autonomia vira ativo político
Foto: Agência Senado

Uma tendência já percebida pelos principais caciques políticos do Amazonas foi captada em sondagem encomendada pelo Instituto Direto ao Ponto, divulgada esta semana.
A pesquisa mostra que, em se tratando do Senado Federal, a maioria dos eleitores ouvidos preferem representantes independentes àqueles que abraçam ideologias – seja de esquerda ou de direita. O dado reforça o traço pragmático do eleitor amazonense na escolha de senadores, com o voto mais vinculado à entrega do que ao rótulo político.

Autoridade – Conforme o Instituto Direto ao Ponto, para 42% dos entrevistados, o ideal para o estado seria ter senadores independentes, sem ideologia definida.

Preferências – Já para 26%, o Amazonas deveria ter dois senadores ligados à direita.
Apenas 7% dizem que o melhor seriam dois senadores de esquerda.
Outros 12% avaliaram que o ideal seria um senador de direita e outro de esquerda.

Escaldado – Senador mais longevo do Amazonas, Eduardo Braga (MDB) adotou o perfil anti-ideológico desde sempre, maximizando entregas e minimizando polêmicas pautadas pelos extremos. E assim, em 2027 completará 16 anos de mandato.

Mantra – Em abril, aliás, quando questionado no A Crítica PodCast a respeito do espectro político no qual marchava, ele respondeu: “Nem esquerda, nem direita, mas a favor do homem e da mulher amazonense”.

Pragmatismo – Em tempos de trincheiras ideológicas, o senador Omar Aziz (PSD) nitidamente também tenta se manter fora da guerra. Em público, vem exaltado ações e programas de Lula no Amazonas, mas reforçando a imagem de gestor pragmático e de político que fala “a língua do eleitor”.

E nós? – O deputado Comandante Dan (Podemos) criticou, na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado (ALE/AM), o que chamou de “descaso do governo federal com o Amazonas”, após o Ibama autorizar a Petrobras a realizar estudos para exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas. Ele comparou a medida com o impasse da BR-319.

Estica e puxa – “A pavimentação da rodovia representa um impacto ambiental infinitamente menor que a exploração na foz. Mas a licença foi para o petróleo, não para o Amazonas”. O parlamentar também atacou o que classificou como “jogo de empurra” do governo federal sobre a BR-319.

Empurrão – Dos R$ 650 milhões em financiamentos imobiliários com recursos do FGTS realizados pela Caixa Econômica Federal neste ano, 40% contaram com participação do programa Amazonas Meu Lar – o equivalente a R$ 258 milhões.

Influência – O dado, que evidencia o peso do programa no setor habitacional, foi divulgado pelo secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano e coordenador da UGPE, Marcellus Campêlo.

Resposta – Sobre a ação civil pública movida pelo MPE/AM contra a Câmara Municipal de Manaus (CMM), a fim de anular um contrato de R$ 270 mil para aluguel de imóvel, a Casa informou que uma decisão judicial determinou a correção do processo, excluindo o Legislativo do polo passivo, “permanecendo o Município de Manaus como parte legítima”.

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