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A Crítica
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Bares e restaurantes: um caminho promissor durante a pandemia

"Com a retomada da economia, bares e restaurantes se recuperam da perda causada pela pandemia ofertando novos serviços ao consumidor."

Publicado em 03/09/2021 às 20h00 · Atualizado em 09/03/2022 às 01h25
Bares e restaurantes: um caminho promissor durante a pandemia
Foto: Divulgação/Abrasel. Para a retomada total, assegurar que a população possa voltar a frequentar bares, restaurantes, lanchonetes, cafés e demais negócios é uma das premissas da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

O fato de que a pandemia de Covid-19 mudou a vida de muitas pessoas é inegável. Negócios, empresas e todos os projetos econômicos ficaram retidos no período de isolamento, e isso refletiu no mercado de bares e restaurantes – que tiveram um “boom” no funcionamento por delivery, mas ainda assim não conseguiram alcançar o mesmo patamar do período pré-pandemia. E esse aumento, que possui forte tendência, continua sendo gradual.

“O indicador de prejuízo ainda é alto, estamos falando de mais de um terço das empresas ainda sem conseguir se restabelecer, mas mostra que aos poucos a retomada está acontecendo, e empresas estão abrindo e reabrindo junto com a flexibilização por parte dos estados e municípios. E, mais importante ainda, a confiança dos clientes em frequentar os bares e restaurantes também está voltando”, diz Paulo Solmucci, presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

A retomada segue firme no setor de bares e restaurantes. Segundo pesquisa realizada pela Abrasel em agosto com 1.272 estabelecimentos de todo o Brasil mostra que o faturamento está voltando aos poucos. O índice de empresas trabalhando no prejuízo caiu para 37% em julho, contra 54% em junho e 77% em abril.

Apesar da melhora, o índice ainda preocupa, pois representa que mais da metade das empresas não consegue ainda cumprir de modo integral os compromissos com impostos, aluguel, água/luz/gás e fornecedores.

“De modo especial, ficamos preocupados com o grande número de empresas do setor que está no Simples Nacional (segundo a pesquisa, são 86%) e não consegue pagar o imposto – 53%, mais da metade. O empresário tem medo de sair do regime fiscal diferenciado caso não consiga honrar esse compromisso. Por isso é muito importante que as empresas tenham um respiro, uma renegociação de dívidas como essa”, afirma Solmucci.

Delivery

Seja quando for a volta total à normalidade, haverá novas regras para o funcionamento desses estabelecimentos. E, embora ainda não se conheçam os detalhes, eles incluirão redução da capacidade do salão, com distanciamento maior entre as mesas, incentivo ao material descartável em vez de pratos de louça, talheres de metal e copos de vidro. Neste novo cenário, muitos restaurantes já preveem que o delivery, ampliado durante a quarentena, pode se tornar uma importante fonte de receita na retomada.

O delivery exige um novo cardápio, mais enxuto. Nem todos os pratos servidos num restaurante, onde as mesas ficam a poucos metros da cozinha, mantém sua excelência quando são embalados e levados a vários quilômetros de distância. Alguns pratos são estudados para durar mais e aguentar o tempo de transporte, além de outros fatores a serem considerados por empresas que precisaram se adaptar a essa realidade ou começaram nela. É o caso do Quitutes do Milhomem, que iniciou seu empreendimento na pandemia. “O delivery é bem interessante, contudo, como trabalhamos com rota, às vezes atrasamos o pedido. Fora isso, alguns clientes não gostam de pagar o valor da entrega. A experiência com as entregas tem dias e dias”, relata Vinicius Milhomem, idealizador do negócio.

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