Base Nacional Curricular Comum normatiza mudanças na Educação Básica
Principal objetivo do documento inédito é definir conjunto de aprendizagens essenciais para todos os alunos ao longo da vida escolar. Colégio de Manaus sai na frente e já oferece ensino diferenciado
No meio educacional, todo mundo só fala em BNCC. Mas afinal, o que quer dizer isso? A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento novo, que não existia no Brasil. De caráter normativo, vem definir o conjunto de aprendizagens essenciais para todos os alunos ao longo da Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio), de modo que tenham assegurados seus direitos de desenvolvimento. Tem como fundamentos pedagógicos principais o foco no desenvolvimento de competências e o compromisso com a educação integral, tendências em todo o mundo.
“A educação formal no Brasil privilegiava a transmissão de conteúdo, como se a criança fosse uma espécie de enciclopédia para armazenar dados. Com a internet, elas não precisam mais decorar um monte de coisas, está tudo lá para ser consultado. O que se espera hoje são alunos pensantes, capazes de resolver problemas, de criar, de se relacionar, dentre outras coisas”, explica Maria Eugênia Cunha, pedagoga.
As aprendizagens essenciais definidas na BNCC devem assegurar aos estudantes o desenvolvimento de dez competências gerais, que se inter-relacionam na construção de conhecimentos, no desenvolvimento de habilidades e na formação de atitudes e valores. Essas competências gerais abrangem aspectos como conhecimento, pensamento científico, crítico e criativo, repertório cultural, comunicação, argumentação, cultura digital, autogestão, autoconhecimento e autocuidado, empatia e cooperação, autonomia e responsabilidade.
Mudanças
A BNCC propõe a superação da fragmentação radicalmente disciplinar do conhecimento, o estímulo à sua aplicação na vida real, a importância do contexto para dar sentido ao que se aprende e o protagonismo do estudante em sua aprendizagem e na construção de seu projeto de vida, algo desafiador, mas que algumas escolas já fazem há bastante tempo.
A Creche Escola Bebê Bombom e o Colégio Connexus são bons exemplos. Elas trazem em seu DNA as pré-condições para trabalhar com o ensino dos conteúdos, o desenvolvimento de habilidades/competências e a formação integral do estudante, já que nasceram com essa proposta.
Equipe do Colégio Connexus sai na frente e já oferece ensino diferenciado em Manaus. Foto: Divulgação
“Sempre procuramos estar à frente, inovar. Consideramos a adequação à BNCC e ao Novo Ensino Médio um objetivo estimulante, pois dispomos dos ingredientes necessários, uma vez que nossas propostas pedagógicas e nosso histórico de atuação já são bastante alinhados ao que preconiza a BNCC”, explica Fabiano Souza, diretor.
Dentre os pontos fortes dessas escolas, está o papel ativo do aluno no processo de aprendizagem, estratégias de ensino, recursos pedagógicos e procedimentos de avaliação diversificados e inovadores. Isso sem falar na formação ampla dos estudantes (seja por meio de práticas curriculares ou extracurriculares) que abrange esportes, atividades artísticas e culturais, educação digital, cultura maker, robótica e programação, educação sócio-emocional, financeira etc.
“Procuramos oferecer para os nossos estudantes tudo do que precisam para estarem preparados para os desafios do século XXI. Sabemos que tanto as universidades, como o mercado de trabalho, exige, cada vez mais, pessoas com múltiplas inteligências e capazes de se relacionar positivamente com os outros e com o planeta. Por isso, trabalhamos desde bem cedo o Laboratório Inteligência de Vida (LIV), aulas de Meio Ambiente, Culinária, Ateliê de Criatividade… ainda temos uma Minicidade, um espaço fofo, onde as crianças podem fazer pequenas experimentações práticas”, lembra Annik Valentine, diretora geral.