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A Crítica
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Brasil é empurrado para o abismo

Publicado em 31/08/2021 às 11h42 · Atualizado em 13/03/2022 às 19h33
Brasil é empurrado para o abismo

A sociedade brasileira pede socorro. A maior parcela da população experimenta e, os mais velhos vivem o trauma de experiências passadas, do arrocho salarial, expressão que deixou de ocupar a mídia especializada por anos seguidos para, neste tempo, ser presença frequente.

O arrocho equivale a apertar e torcer. É o que está sendo feito pela política econômica do Governo Federal: apertando e torcendo os brasileiros tanto os situados na classe média quanto os das classes C e D, aproximando-os à condição de miséria na qual vivem milhares de família.

As respostas dadas pelo governo, quer seja o presidente da República, quer seja o ministro da Economia é o escárnio. O primeiro sugere comprar fuzil no lugar do feijão e o segundo demonstra que o compromisso econômico é com o mercado e a entrega das empresas brasileiras aos grupos estrangeiros.

Dados divulgados na última semana mostram que o cenário econômico brasileiro é preocupante. Não há sinal de melhoria, ao contrário, mantido os indicadores a situação tende a ficar mais difícil. O governo do Brasil está cada vez mais isolado em relação as nações mais desenvolvidas porque decidiu seguir um programa desastroso que vai do ataque sistemático ao meio ambiente à ampliação de medidas neoconservadores rejeitadas na maioria dos países com os quais o Brasil mantinha acordos ativos.

O efeito interno é a produção de confrontos, a negociação de nível baixo na tentativa de apear o Congresso Nacional e a mobilização de grupos seguidores do presidente em movimentos de desqualificação das instituições brasileiras. A instabilidade política mantida como estratégia de governabilidade faz com que países e investidores vejam o Brasil como lugar de alto risco para investimentos. Os que se apresentam são parte de um segmento que se assemelha a saqueadores e não tem compromisso com nada além do lucro com seus negócios como, por exemplo, o comércio de armas.

O Brasil, em decorrência das medidas adotadas nestes últimos três anos, segue em direção ao abismo, numa declarada posição de aumentar a desigualdade social e avançar na criação dos guetos. Os prejuízos são enormes e tendem a durar mais tempo. Retirar o país da situação em que se encontra – do desmonte progressivo – será tarefa longa e difícil que passa pela formalização de um pacto nacional.

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