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A Crítica
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Bullying: saiba como identificar e ajudar quem sofre com o problema

Empatia e ações de acolhimento para combater o problema são essenciais, apontam especialistas

Publicado em 01/04/2023 às 14h05 · Atualizado em 01/04/2023 às 14h20
Bullying: saiba como identificar e ajudar quem sofre com o problema
Foto: Divulgação

Compreender e respeitar o outro. Este é o primeiro passo para entender e combater o bullying, um problema que atinge cerca de 43% das crianças brasileiras, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

O termo vem da língua inglesa, está relacionado à ideia de ‘valentão’ e significa assédio moral. O bullying é o conjunto de agressões praticadas de forma intencional e repetidas vezes contra uma pessoa, podendo trazer consequências graves às vítimas e até mesmo aos agressores.

A psicóloga Camila Borba, atuante na área de psicologia cognitiva explica que ambos os lados merecem atenção, aqueles que praticam o bullying e aqueles que são vítimas dele.

“O processo de bullying revela a falta de habilidades sociais, tanto de quem sofre, por não ter a capacidade de se posicionar sobre algo que lhe foi causado, ou lutar por aquilo que acredita ser certo, tanto por quem pratica, por não entender o outro. É necessário a compreensão desses aspectos para avançar”, explica.

Ainda segundo a especialista, lidar com o problema de forma preventiva é essencial é essencial nesse processo.

“A prevenção é a melhor forma de combate ao bullying atualmente. Nas estratégias de prevenção conseguimos trabalhar com as crianças e com os adolescentes a melhor forma de regular suas emoções, entender quais emoções causam esses comportamentos e melhorar a resposta a esses comportamentos”, diz

Primeiros sinais

É necessário reconhecer os primeiros sinais do bullying, que para as vítimas, se apresentam em forma de desânimo, falta de concentração e isolamento social. Já para os agressores, costuma aparecer em forma de isolamento, dificuldade em seguir regras, agressividade e falta de empatia.

Segundo a psicóloga Patrícia Moreira, entender a origem do problema também é importante para as duas situações.

“É preciso entender o que está desencadeando esse comportamento. Se o seu filho for o autor do bullying deve-se, em primeiro lugar, entender que bullying não é brincadeira e deve ser levado a sério. Deve-se incentivar o diálogo para falar sobre a gravidade que isso pode gerar”.

Entender esses sinais é fundamental para dar uma resposta ao problema. O autônomo Igor Rangel, de 23 anos conta que foi vítima de bullying na infância, durante o período escolar. Ele lembra que na época, a situação só mudou quando a família dele, o corpo docente e os médicos notaram esses sinais.

“Eu fui diagnosticado com Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade. As pessoas não tinham muito conhecimento sobre isso naquela época. Eu sentia que as crianças me olhavam diferente. Eu era excluído. Minha mãe precisou ir à escola várias vezes. Quase fui expulso. Meu médico também foi no local para fazer palestras explicando sobre o TDAH, e com isso, as coisas melhoraram”, diz.

Valorização à vida

Em Manaus, o projeto Plano Perfeito une arte e educação para enfrentar o problema. São rodas de conversa, oficinas e apresentações teatrais para falar do assunto de forma didática, e assim ajudar no enfrentamento do problema, conforme explica a professora e atriz Márcia Vargas.

“As crianças passam por essas situações dentro das escolas. É nesses lugares que acontecem episódios como o bullying, já que as crianças passam boa parte da sua vida ali dentro. Produzimos as apresentações teatrais dentro desse ambiente, abordando essa problemática.

 

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