‘Bye bye mosquito’: conheça formas alternativas de se proteger do Aedes aegypti
Os usuários podem usar uma pulseira que funciona como repelente, baixarem um aplicativo para receber as últimas novidades sobre o tema, entre outra medidas de prevenção
Em tempos de combate ao mosquito Aedes aegypti, várias são as alternativas que podem se tornar um aliado nessa peleja. São aplicativos, alertas personalizados, testes e até uma pulseirinha, que promete afastar o vetor dos humanos. Batizada de “Bye Bye Mosquito”, a pulseira surge como uma alternativa e complemento aos tradicionais repelentes líquidos.
Avaliada em laboratório credenciado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que atestou seu grau de repelência entre 83 a 87%, ela é produzida em material emborrachado e à prova d’água, tem duração de até 120 horas e só deve ser utilizada nos braços e por pessoas que não tenham alergia à citronela, planta cultivada em regiões tropicais e subtropicais e cujo óleo extraído de suas folhas é usado como repelente de mosquitos.
Aplicativo
Outro diferencial em meio às inúmeras campanhas é o aplicativo “zika vírus – Minha Vida”, instrumento que pode ajudar no esclarecimento da população sobre a doença.
Os usuários que baixarem o aplicativo por meio do link para download aqui aqui , receberão alertas (push notifications) com as últimas novidades sobre o tema, como descobertas científicas, riscos, complicações, principais focos da doença, ações de combate do Aedes aegypti, recomendações do Ministério da Saúde para gestantes e a população em geral, entre outras informações. Os usuários que baixarem o aplicativo também poderão tirar as dúvidas com médicos no canal “Pergunte ao Especialista”.
Respostas precisas
Em contato com A CRÍTICA, por e-mail, a diretora do “Minha Vida”, Marcia Netto, relata que há uma verdadeira corrida da comunidade médica científica atrás de respostas precisas para entender a infecção e combater os boatos relacionados a Zika vírus, principalmente sobre a sua relação com outras condições como a microcefalia, Síndrome de Guillain-Barré, dentre outras.
Segundo Marcia, esses boatos em conjunto com o fato de que apenas um em cada quatro brasileiros checam as fontes das informações de saúde na internet (conforme pesquisa realizada pela Bupa Health Pulse/Ipsos MORI em 2010) foram os grandes motivadores para o lançamento do aplicativo, que tem como principal objetivo garantir que o usuário receba informações de confiáveis e de credibilidade.
“Em meio a tantas incertezas, existe muito boato circulando na internet. E foi por isso que, tendo como responsabilidade ser o maior portal de saúde do Brasil, decidimos apurar todas as informações e prestar este serviço à população fazendo a melhor cobertura sobre o zika vírus tanto na web quando no app”, diz Marcia Netto.
O aplicativo, que também traz informações sobre sintomas, diagnóstico e tratamentos da dengue e da febre Chikungunya – doenças também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti -, é gratuito e está disponível para iOS e Android.
Nesse viés, há ainda, o aplicativo da Medisafe, feito para gerenciar os horários corretos e as dosagens dos remédios tomados com regularidade. O instrumento traz a lista de repelentes registrados na Anvisa para evitar picadas de mosquitos, alertas personalizados para lembrar a pessoa que estiver usando estes produtos a reaplicar, frequentemente, em sua pele, além de novos conteúdos para educar as pessoas sobre outras maneiras de ajudar a prevenir a propagação do vírus da Zika.
“Estamos enfrentando uma situação emergencial de saúde pública no Brasil e percebemos que com poucas modificações no produto – poderíamos ajudar a alertar pessoas, especialmente as mulheres grávidas, e aumentar mais a conscientização sobre os cuidados a tomar”, comentou Jonathan Michaeli, porta-voz do Medisafe.
Exame
No próximo mês, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) pretende repassar aos laboratórios no País o kit ou protocolo NAT (Teste de Ácido Nucleico), que vai garantir maior agilidade e eficácia no diagnóstico dos vírus da dengue, zika e Chikungunya.
No momento, além da Fundação de Medicina Tropical (FMT), o Laboratório Sabin é um dos poucos do País, a desenvolver um exame, com a técnica de RT-PCR, para a detecção de três vírus – dengue, zika vírus e Chikungunya -em uma mesma reação. O resultado sai em apenas dois dias úteis e o preço do exame é de R$ 337.
“Ao usar a técnica molecular de RT-PCR quantitativo, o teste tem a vantagem de identificar, na fase aguda, qual o vírus causador da doença, sem a necessidade de pedir ou fazer reações em separado para cada um”, explica o diretor técnico do Laboratório Sabin, Rafael Jácomo. O exame já está disponível nas 190 unidades de atendimento, dentre as quais do Amazonas.