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Caso Débora: acusados são condenados após quase seis dias de júri

Gil Romero recebeu pena de 63 anos, 7 meses e 19 dias de prisão, enquanto José Nílson foi condenado a 17 anos e 8 meses

Publicado em 01/06/2026 às 09h17 · Atualizado em 01/06/2026 às 13h24
Caso Débora: acusados são condenados após quase seis dias de júri
Foto: Reprodução

O julgamento do chamado “Caso Débora” foi encerrado por volta das 2h da madrugada desta segunda-feira (1º), no Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus, após quase seis dias de júri popular. Os réus Gil Romero Machado Batista e José Nílson Azevedo da Silva foram condenados pela morte de Débora da Silva Alves, de 18 anos, que estava grávida de oito meses. Gil Romero recebeu pena de 63 anos, 7 meses e 19 dias de prisão, enquanto José Nílson foi condenado a 17 anos e 8 meses. Ambos deverão cumprir a pena imediatamente em regime fechado. 

O crime ocorreu em julho de 2023 e chocou o Amazonas pela extrema crueldade. Conforme as investigações, Débora foi atraída pelos acusados sob o pretexto de receber um berço para o bebê que esperava. Ao chegar ao local combinado, nas proximidades da Usina Termelétrica Mauá, na zona leste de Manaus, ela foi assassinada. Segundo a denúncia do Ministério Público, a jovem foi morta por asfixia, teve o bebê retirado de seu ventre e o corpo colocado dentro de um tonel. Como o cadáver não cabia no recipiente, os pés da vítima foram mutilados. Em seguida, os acusados atearam fogo no corpo para ocultar o crime. 

Durante o julgamento, Gil Romero foi condenado por homicídio qualificado com agravantes como feminicídio, motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já José Nílson foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe, após o afastamento de duas qualificadoras. O caso teve grande repercussão nacional e mobilizou familiares e amigos da vítima, que acompanharam toda a sessão em frente ao fórum pedindo justiça para Débora e para o filho que ela esperava. O corpo do bebê foi encontrado cerca de um mês após o crime, encerrando um dos episódios mais brutais da história recente do Amazonas. 

*Com informações da TV A CRÍTICA

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