Caso Hering: Justiça retoma julgamento dos policiais envolvidos no assassinato do adolescente
Hoje iniciaram os debates entre acusação e defesa. A previsão é que a decisão do julgamento ocorra ainda hoje.
O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) retomou, às 9h desta quinta-feira (25) o julgamento do ‘Caso Hering’, que tem como réus os policiais militares Erivelton de Oliveira Hermes, Marcelino Brito de Freitas e Ivanildo Rosas de Oliveira, suspeitos de matarem o adolescente de 15 anos, durante uma ocorrência policial no bairro Santo Antônio, em 2018.
Hoje iniciaram os debates entre acusação e defesa, onde o promotor de Justiça, Flávio Mota Morais, representante do Ministério Público Estadual no Amazonas (MP-AM), sustenta a tese de condenação dos militares, enquanto os advogados Fabiano Cortez Negreiros, Christian Araújo de Souza, Eguinaldo Moura, defendem a inocência e em caso de condenação, a pena mínima.
O caso é presidido pelo juiz de direito Saulo Góes Pinto, da 3ª Vara do Tribunal do Júri, onde já foram ouvidas três testemunhas, a mãe da vítima como informante, além dos três réus nessa quarta-feira (24). A previsão é que a decisão do julgamento ocorra ainda hoje.
Relembre o caso
O adolescente Hering Silva Oliveira, 15 anos, foi morto por disparos de arma de fogo que o atingiram nas costas na tarde, por volta das 16h, do dia 25 de outubro de 2018. A mãe de Hering, identificada como Marlene Silva, acusou a guarnição da 5ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) pelos tiros.
Hering chegou a ser socorrido no Serviço de Pronto-Atendimento (SPA) do bairro São Raimundo, situada na praça Ismael Benígno, naquele bairro, na zona Oeste de Manaus, mas não resistiu e foi a óbito. Na época, moradores foram até a 5ª Cicom e danificaram a fachada da unidade policial.
O TJAM em outubro daquele ano determinou a prisão preventiva dos policiais militares Erivelton de Oliveira Hermes e Francisco Adson Bezerra Rocha por envolvimento no homicídio de Hering. A versão apresentada por Erivelton e Francisco argumentava que Hering teria reagido à ação policial. No entanto, um exame de pólvora nas mãos da vítima derrubou a argumentação apresentada pelos dois policiais.