Chefe da campanha de Trump foi conivente com espião russo, diz Senado
Manafort "estava se comunicando secretamente com um oficial da inteligência russa ... enquanto a operação da inteligência russa para ajudar Trump estava em andamento", descreveu o relatório
O chefe da campanha que levou Donald Trump à presidência dos Estados Unidos em 2016 compartilhou secretamente informações com um oficial da inteligência russa, representando uma “séria” ameaça de espionagem ao país, de acordo com um relatório do Senado divulgado nesta terça-feira (18).
Antes e durante os quase seis meses em que participou da campanha de Trump, Paul Manafort, um veterano consultor político republicano, se comunicou direta e indiretamente com Konstantin Kilimnik, identificado como um oficial de inteligência russo, e Oleg Deripaska, um influente cidadão próximo a Vladimir Putin, disse o relatório do Comitê de Inteligência do Senado.
“Em várias ocasiões, Manafort procurou compartilhar secretamente informações internas da campanha com o Kilimnik”, incluindo detalhes das pesquisas e estratégia, disse a comissão.
O relatório indica que não está claro os motivos da troca de informações, mas afirma que o intercâmbio ocorreu exatamente quando a inteligência russa (GRU) e redes sociais ligadas ao governo buscavam ativamente com que a eleição fosse favorável a Trump.
Manafort “estava se comunicando secretamente com um oficial da inteligência russa … enquanto a operação da inteligência russa para ajudar Trump estava em andamento”, descreveu o relatório.