Com muito samba no pé, Primos da Ilha desenvolve na avenida homenagem a São Jorge
O desfile teve atraso de vinte minutos, de acordo com fiscais de cronometragem, e se deu pelas condições climáticas e não acarretará punição à escola
Nem mesmo a chuva que assolava o Sambódromo de Manaus na noite deste sábado (21) pode conter a euforia dos brincantes do Grêmio Recreativo Primos da Ilha, agremiação que abriu o desfile das escolas de samba de Manaus 2020. Levando para a avenida o tema “A Promessa – Da Capadócia aos Tambores Africanos, Salve Jorge!”, a escola do bairro São Francisco apresentou a história de um dos santos mais populares do cristianismo e de religiões de matriz africana.
O desfile, que estava previsto para iniciar pontualmente às 20h, teve início apenas às 20h20. O atraso de vinte minutos, de acordo com fiscais de cronometragem, se deu pelas condições climáticas e não acarretará punição à escola.
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Este ano a agremiação traz quinze alas divididas em três setores. O primeiro deles, intitulado “Jorge, a fé e fidelidade do filho da Capadócia”, abriu a apresentação com a comissão de frente junto à ala das baianas dando passagem para a primeira alegoria “A Fé e Fidelidade de Jorge”.
Embalado pela bateria, a segunda alegoria entrou na avenida por volta das 20h40. Batizada de “O Sincretismo dos Tambores Africanos”, o carro representa o panteão do Candomblé, com seus orixás reverenciados pelo sincretismo religioso, sendo Ogum e São Jorge.
De acordo com o diretor de barracão da Primos da Ilha, Otávio Muniz, a ideia de homenagear São Jorge este ano na avenida surgiu de uma promessa feita pela presidente da agremiação, Rejane Araujo, durante o desfile do ano passado.
“Ano passado a chuva estava muito intensa e estávamos preocupados. A nossa presidente fez uma promessa a São Jorge de que se a chuva parasse nós homenagearíamos ele este ano e foi o que aconteceu”, explica Otávio, que aproveita para ressaltar o otimismo com o desfile apresentado. “Estamos muito confiantes esse ano. Foi um trabalho muito bem feito e as expectativas são altas”, diz.
A terceira e última alegoria entrou na avenida com pouco mais de 30 minutos de apresentação. Guiado pela ala “Promessas”, trazendo os brincantes rodeando a Cruz de São Jorge, o carro batizado de “O Andor – A Promessa” trouxe devotos do santo que cumprem a promessa e fazem uma verdadeira procissão no Sambódromo.