‘Consulado da Mulher’ incentiva o empreendedorismo à pessoas de baixa renda
Iniciativa que transforma os sonhos de mulheres mais pobres em realidade promove, além cursos de empreendedorismo, o Prêmio Consulado da Mulher de Empreendedorismo Feminino, que na sua última edição teve três iniciativas do Amazonas escolhidas entre 15 semifinalistas
Emponderamento é uma palavra que nunca esteve tão em alta. Em tempos em que o Brasil discute o protagonismo feminino, a inserção no mercado de trabalho e a equidade salarial delas, emponderar significa dar voz e vez. Algumas iniciativas corporativas colaboram para mudar a realidade de muitas brasileiras, especialmente aquelas sob vulnerabilidade socio-econômica.
Um exemplo é a Consul, que desenvolve a ação social Consulado da Mulher nas regiões de Manaus, Rio Claro, São Paulo e Joinville, onde possui fábricas.
A iniciativa que transforma os sonhos de mulheres mais pobres em realidade promove, além cursos de empreendedorismo, o Prêmio Consulado da Mulher de Empreendedorismo Feminino, que na sua última edição teve três iniciativas do Amazonas escolhidas entre 15 semifinalistas: Restaurante Sumimi, Associação de Mulheres Agricultoras Rurais (AMAR) e Teçume.
O primeiro é restaurante comunitário tocado por um grupo de dez mulheres na comunidade indígena Três Unidos situada à margem direita do baixo Rio Negro; o grupo AMAR é composto por oito mulheres, do assentamento Tarumã Mirim, que se dedicam a cultivar produtos de origem orgânica; e o terceiro projeto da lista é composto por sete mulheres que produzem doce de cubiu e cocada de castanha, através da agricultura familiar.
A lista dos 10 finalistas será divulgada em 29 de julho, em evento em São Paulo, e cada um receberá R$ 10 mil, produtos da linha Consul e assessoria de negócios por dois anos.
Mentorias
A coordenadora do Consul da Mulher em Manaus, Gielyzandra Silva, ressalta que o projeto oferece turmas de mentoria em negócios para mulheres autônomas que vivem no entorno da fábrica. A intenção é abrir uma janela de oportunidade de renda para essas pessoas, a partir da capacitação. “As mulheres, que fazem de conquistas pessoais transformações em cadeia, conseguem impactar as suas comunidades e suas famílias de forma positiva”, destaca.
A seleção é feita de forma regional, ou seja, apenas nas localidades em que a Whirlpool atua (Manaus, Rio Claro, São Paulo e Joinville). Neste caso, as mulheres se inscrevem por meio de e-mail ou Correios e não precisam estar em projetos coletivos; podem ser empreendedoras individuais. Após esta primeira etapa, elas passam por diversos treinamentos com o objetivo de estruturarem melhor as suas ideias de negócios e depois apresentá-las para uma banca especializada.
Balanço
A iniciativa da marca Consul de fomento ao empreende-dorismo feminino existe há 14 anos e já ajudou mais de 34 mil pessoas. Em 2015 foram 101 empreendi-mentos assessorados, beneficiando 5.168 pessoas que tiveram um aumento médio de 55,5% na renda. Destes, 26 foram emancipados, ganhando autonomia para continuar a desenvolver seus negócios. O investimento foi de R$ 3,3 milhões.
Gielyzandra Silva – Coordenadora
“É muito gratificante quando você vê que isso impacta positivamente na vida das pessoas. O curso tem duração de um mês, com aulas duas vezes por semana. As turmas são formadas por 20 mulheres escolhidas nas comunidades ao entorno das fábricas da Consul. A metodologia é certificada pela KPMG e Banco do Brasil. Nas aulas elas aprendem ferramentas de empreendedorismo e como montar um plano de negócios a partir da metodologia Canvas. É a oportunidade de conhecer pessoas a trocar experiências. Um caso de sucesso é a empresa Amazon Doces que nasceu com apoio do projeto e hoje já funciona com um quiosque no shopping”. Gielyzandra explica que, em 2016, os esforços da Consul estão direcionados para a área de alimentação. Antes, as áreas de lavanderia, artesanato e alimentação também eram contempladas.