Crescendo no mercado da comunicação amazonense
Com as tendências no mercado da comunicação, empresários buscam se manter atualizados
Comunicação é a base de qualquer negócio. E pensando nisto, há 13 anos, em uma época onde existiam apenas duas grandes empresas de comunicação corporativa no Amazonas, a jornalista e empresária Emanuelle Araújo teve o sonho de empreender na área após acumular algumas experiências como repórter e assessora. Acreditando no seu sonho, ela chegou a fazer alguns trabalhos sem remuneração, apenas para que o seu trabalho fosse conhecido.
“Com o tempo, muita dedicação, fomos crescendo e ganhando espaço e, principalmente respeito. Na época, eu tinha uma sócia, a Lanne Guimarães, que foi essencial nesse crescimento”, relembra.
E assim nasceu a UP Comunicação Inteligente, que hoje atende clientes de diversas áreas, com os serviços de assessoria de imprensa, produção de conteúdo para redes sociais e criação de publicações impressas (com produção de textos e diagramação de livros, cartilhas e relatórios).
Emanuelle acertou quando acreditou em seu sonho em 2009: um estudo recente da Associação Brasileira das Agências de Comunicação mostrou que 54% das empresas indicaram que pretendem aumentar seus investimentos em comunicação nos próximos três anos.
Entre as expectativas dos clientes sobre os atributos de uma agência, estão a capacidade de planejamento e visão estratégica, considerada importante para 67%, e a boa relação com os veículos de imprensa, citada por 58% dos entrevistados.
Consolidação
A receita para o sucesso está em se manter sempre atualizado. Para a jornalista, todo profissional que atua na área da comunicação tem que buscar cada vez mais conhecimento.
“Tem que conhecer novas ferramentas para melhorar o serviço de assessoria de imprensa (como serviços de clippings, disparo de releases para outros estados, conhecer novas formas de divulgar o seu cliente (como os podcasts e novos portais de notícias), como ampliar seu network, além de fortalecer as amizades/contatos no meio jornalístico. Já na área de redes sociais é buscar seminários, cursos e eventos para se manter atualizado. Nem que seja um curso digital. Outra coisa é acompanhar as trends, ou seja, sempre verificar como o seu cliente pode entrar nas trends do momento”, comentou Emanuelle.
Embora o setor de serviços tenha recuado 7,8% em 2020, as agências de comunicação conseguiram superar as previsões iniciais e manter praticamente o faturamento do ano anterior (R$ 3,02 bilhões em 2019), segundo dados do Anuário da Comunicação Corporativa 2021.
Transformação digtial

Marcelo Guilherme, da Sateré Comunicação Integrada, começou a trabalhar com comunicação corporativa em 2016 (Foto: Divulgação)
Assim como Emanuelle, Marcelo Guilherme, da Sateré Comunicação Integrada, afirma que é “impossível parar no tempo” trabalhando com comunicação. “Hoje se você não souber o mínimo para trabalhar com comunicação e otimização dos processos está fadado a perder muitas coisas. A transformação digital está aí. Hoje, eu leio, pergunto quando não sei e vou atrás de quem sabe e quer te ensinar. Isso tem que ser feito para que as ações da empresa possam ser otimizadas”, avaliou.
Ele fundou a empresa em 2016 e a proposta era prestar serviços de assessoria de imprensa e organização de eventos, em função de suas experiências realizadas como pessoa física. Os primeiros clientes da empresa foram da área de saúde, gastronomia, turismo e educação, no entanto, outros segmentos foram surgindo de forma natural. “Já atendemos empresas do mercado frigorífico, setor imobiliário, cultural, advocacia, energia solar, cultura, estética, entre outros”.
O empresário avalia os desafios de empreende na área: “Quando se resolve trabalhar por conta própria, seja em uma empresa pequena, de médio ou grande porte você precisa ter certeza se é isso que você quer. Lidar com a parte administrativa e financeira talvez tenha sido para mim a mais complicada, como também a gestão de pessoas. Mas como tudo é um aprendizado”.