Dados do Caged: Empregos no Amazonas estão estagnados
Relatório do Caged informa que o nível de empregos, em janeiro, não cresceu, influenciado pelas demissões de temporários
O nível de emprego formal no Amazonas praticamente não evoluiu no mês de janeiro, quando foram admitidos 117.193 trabalhadores e demitidos 17.179 deles, resultando em um saldo de 14 empregos.
O cenário nacional também foi desanimador. Foram gerados 28,9 mil empregos, equivalente ao aumento de 0,07% em relação ao estoque do mês anterior. Este resultado indica uma perda de dinamismo do emprego com carteira assinada já apontada em 2012, segundo dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), divulgados mensalmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O maior impacto sobre os empregos no Amazonas nesse período veio do comércio, que registrou 1.284 demissões a mais que contratações. Em seguida aparece a construção civil, que perdeu 320 postos de trabalho.
Por outro lado, o desempenho positivo veio dos setores da indústria de transformação (1.115 postos) e do serviços (492 postos ).
Na série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo, no acumulado dos últimos doze meses, o montante de empregos gerados atingiu 9.538 postos de trabalho, correspondendo a um aumento de 2,16%. Foram admitidos 224.972 trabalhadores e desligados 215.434.
O resultado ainda não é considerado ruim. Em janeiro do ano passado, o saldo desemprego chegou a 1.344 postos perdidos, o pior desempenho desde 2009 (6.302 desempregados), quando a economia sofria os reflexos da recessão de 2008.
Economia
O baixo nível de empregos no País se deve ao pífio crescimento da atividade econômica brasileira – 1,64% no ano passado, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br).
Na avaliação do superintendente regional do Trabalho e Emprego, Dermilson Chagas, a justificativa é que janeiro é mês de férias e de pouca movimentação econômica, bem como o período em que cessam os contratos temporários de fim de ano.
Ele considera ainda os motivos que explicam a atual conjuntura econômica regional. “Na indústria, sentimos o impacto no número de importações que concorrem com a Zona Franca; temos várias dificuldades de nos adequar ao PPB (Processo Produtivo Básico) para mais empresas se instalarem e ajudarem na cadeia produtiva. Outro fator é endividamento do consumidor. E o período chuvoso que atrapalha os empregos na construção civil”, explicou.
Dermilson sugere melhorar na política econômica para gerar mais empregos, como fomentar o setor de turismo e serviços.