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‘Discuto ajuda do G7 para Amazônia se Macron ‘retirar insultos’, diz Bolsonaro

'Para conversar ou aceitar qualquer coisa da França, que seja das melhores intenções possíveis, ele vai ter retirar essas palavras e daí a gente pode conversar', disse Jair

Por AFP
Publicado em 27/08/2019 às 14h05 · Atualizado em 11/03/2022 às 01h54
‘Discuto ajuda do G7 para Amazônia se Macron ‘retirar insultos’, diz Bolsonaro
Foto: Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira que o Brasil está disposto a discutir a ajuda oferecida pelo G7 para combater as queimadas na Amazônia se seu colega francês Emmanuel Macron “retirar os insultos”.

“Primeiramente, o senhor Macron deve retirar os insultos que fez à minha pessoa. Primeiro me chamou de mentiroso. E depois, informações que eu tive, de que a nossa soberania está em aberto na Amazônia”, afirmou o presidente brasileiro a jornalistas que o entrevistavam sobre o anúncio de seu principal ministro de recusar a ajuda do G7.

“Para conversar ou aceitar qualquer coisa da França, que seja das melhores intenções possíveis, ele vai ter retirar essas palavras e daí a gente pode conversar”, acrescentou.

Na noite de segunda-feira, Onyx Lorenzoni, ministro-chefe da Casa Civil, informou que o Brasil recusou a ajuda dos países do G7 para combater os incêndios na Amazônia, e aconselhou o presidente francês a cuidar da “sua casa e das suas colônias”.

“Agradecemos, mas talvez estes recursos sejam mais relevantes para reflorestar a Europa”, disse Lorenzoni, em referência ao fundo de 20 milhões de dólares para os países amazônicos anunciado por Macron durante a Cúpula do G7 em Biarritz.

“O Macron não consegue sequer evitar um previsível incêndio em uma igreja que é um patrimônio da humanidade e quer ensinar o quê para nosso país?! Ele tem muito o que cuidar em casa e nas colônias francesas”, disparou Onyx.

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