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Dnit afirma que começará dragagens de 2026 em agosto

Contrato assinado pela autarquia prevê realização do procedimento até 2029 para melhorar navegabilidade dos rios no período da seca

Publicado em 17/06/2026 às 15h35
Dnit afirma que começará dragagens de 2026 em agosto
Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) afirmou que as dragagens nos rios do Amazonas previstas para 2026 deverão começar a partir de agosto, conforme o Plano Anual de Dragagem e Manutenção Aquaviária (PADMA) e o Plano de Sinalização Náutica para o estado. O procedimento ocorrerá em meio a possibilidade de uma forte seca em virtude do fenômeno El Niño, que acentua a estiagem na região.

Procurado pela reportagem após o vice-presidente da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (Abac), Fernando Resano, apontar a necessidade de as dragagens ocorrem preferencialmente em agosto, antes do período crítico da seca previsto para outubro, o Dnit ressaltou que a campanha de 2026 e 2027 já iniciou seus trabalhos na segunda-feira (15), que devem ser concluídos na primeira quinzena de julho.

“A partir de agosto, terão início as dragagens nos trechos Benjamin Constant–São Paulo de Olivença, Tabatinga–Benjamin Constant, Coari–Codajás e Manaus–Itacoatiara. Como os pontos críticos podem variar a cada campanha, os levantamentos hidrográficos de junho são fundamentais para identificar áreas prioritárias e elaborar os planos de dragagem”, informou.

A licitação para as dragagens foi assinada em 2024 com o objetivo de assegurar a navegabilidade em rotas estratégicas do transporte fluvial. O prazo do contrato é de cinco anos e tem um investimento aproximado de R$ 465,7 milhões para todo o período nos quatro trechos especificados pelo órgão.

Em entrevista à reportagem de A CRÍTICA, Fernando Resano afirmou que caso a dragagem fosse feita em agosto, “em outubro a gente não teria restrições ou teria restrições menores, que é quando fica o período crítico”, dificultando a passagem de navios na rota Manaus-Itacoatiara, principalmente nas regiões da Enseada do Madeira e a passagem do Tabocal.

“Essas áreas tem muitos sedimentos e se não forem feitas as obras de dragagem no momento adequado, acaba tendo a necessidade de os navios levarem menos carga para que continuem passando nessas regiões. Isso significa, para nós, espaço morto”, disse.

A dragagem também é uma cobrança constante do Governo do Amazonas em meio à aproximação do período da estiagem. No início do mês, o governador Roberto Cidade (União) decretou estado de emergência climática e ambiental a fim de antecipar e direcionar medidas para mitigar os danos da seca.

“Os rios Juruá, Purus, Madeira e Amazonas, principalmente o Madeira, já estão abaixando. A gente precisa de apoio do governo federal para que possa iniciar os trabalhos de dragagem e a gente não ficar sem essa via tão importante para trazer os insumos para o nosso estado. Os efeitos deste ano são parecidos com os efeitos de 2023”, disse e coletiva na última semana.

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