‘É preciso que a mulher nunca perca a autoestima’, diz delegada sobre casos de violência contra a mulher
A operação “Maria da Penha” chegou ao fim nessa segunda-feira (20). A ação durou 30 dias e teve como objetivo o combate à violência contra a mulher em Manaus e no interior do Amazonas.
“É preciso que a mulher se liberte do agressor e volte a ter autoestima”. A declaração foi feita pela delegada Débora Mafra, titular da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DEECM) a respeito de casos de violência contra a mulher. A afirmação foi dada na manhã desta segunda-feira (20), durante coletiva de imprensa.
A operação “Maria da Penha” chegou ao fim nessa segunda-feira (20). A ação durou 30 dias e teve como objetivo o combate à violência contra a mulher em Manaus e no interior do Amazonas.
Segundo Mafra, o saldo da ação foi de 13 mandados de prisão cumpridos. Nove deles foram por descumprimento de medidas protetivas de urgência requeridas pelas vítimas.
Mafra afirmou que o período pós-traumático costuma durar muito tempo e afeta as mulheres psicologicamente. “Algumas ficam com medo de novos relacionamentos, ficam sem saber qual rumo seguir, além de se ver com a autoestima baixa”, disse.
A delegada declarou, também, que há mulheres que dependem financeiramente dos agressores, o que gera resistência delas no momento de denunciar os atos de violência. “Aí que entra o nosso trabalho de auxiliá-las psicologicamente, para fazer com que elas se revejam como mulheres, empoderem-se e consigam ter uma nova vida. Isso é a coisa mais bonita de se ver: uma mulher se reerguer e tornar-se uma excelente mãe e uma excelente filha”, afirmou.