Educação financeira deve começar ainda na infância
Adultos que recebem ensinamentos sobre finanças na infância se tornam mais responsáveis e equilibrados
O ensino e a disciplina com o dinheiro desde a infância podem virar um hábito que garante vida e rotina mais tranquila com as finanças na vida adulta. Os especialistas defendem que, quanto mais cedo a conversa começar, melhor, e quanto mais lúdico o assunto for apresentado, as chances de ele ser aceito e assimilado são maiores.
Para o líder regional da XP no Amazonas, Djan Amorim, esses ensinamentos para o público infantil trarão reflexos positivos no mercado e na economia na próxima década, além de uma redução no endividamento familiar.
“Uma criança que tem essa sustentação, com certeza, vai trazer mais ferramentas para tomar melhores decisões no futuro. Isso serve para todas as áreas. E posso afirmar com todas as letras que, com uma reestruturação cultural, em um período de 10 a 15 anos, veremos o reflexo dessa educação no mercado e economia do país, isso sem falar de uma redução no endividamento familiar”, observou Amorim.
O especialista diz que é fundamental ensinar pelo exemplo. “Se os pais têm uma boa organização financeira, os filhos tendem a encarar de um jeito parecido. Se tiver endividado, terá barreiras ao longo da vida, acessando memórias da família”, alerta.
O case da Malu
Como prova de que é possível tornar o assunto interessante para o público infantil, aos 12 anos, Malu Lira, do interior de Apuí, além de se interessar pelo assunto, lançou um canal no YouTube e até um livro sobre finanças para crianças. O conteúdo para este público está cada vez mais aceito.
Malu cresceu acompanhando os pais tendo cuidado com as finanças e deixando claro o que o que era possível ou não comprar. Foi dessa maneira que ela sentiu vontade de empreender e o assunto se tornou algo muito presente na sua vida.
“Sempre vi meus pais conversando sobre as dívidas e se organizando para não comprar além do que deviam e senti a necessidade de empreender. Comecei vendendo pulseiras, desenho, bolo e sempre tinha uma ideia para vender alguma coisa e, quando cheguei aqui em Manaus, passei a assistir vídeos sobre educação financeira e me aprofundei no assunto”, contou.
Ao chegar na capital, ela queria poder falar mais sobre o tema e, não encontrando espaço na escola, recebeu autorização dos pais para abrir um canal no YouTube.
“Foi a partir daí que eu percebi que não era apenas eu que gostava do assunto. Muita gente assistindo, tirando dúvidas e então recebi vários convites para fazer palestras fora de Manaus e escrever o livro. Ou seja, essa ideia de que dinheiro não é assunto de criança acabou”, disse Malu.
Dicas valiosas
Malu faz questão de mostrar que é possível incluir as crianças nas finanças e deixa algumas dicas para começar isso o mais rápido possível em casa.
E que tal começar o ano diferente, colocando os meninos nos objetivos também?
Comece analisando suas crenças limitantes sobre finanças. Aquilo que a gente vem ouvindo e aceitando como verdade. Como, por exemplo, “juntar dinheiro é coisa de gente rica, isso não funciona com pobre, está bem fazendo coisa errada, nasceu pobre vai morrer pobre”. Esses podem ser preceitos que te impeçam de crescer.
Organize suas contas na frente dos seus filhos e os faça perceber que eles podem ajudar a economizar e fazer parte do orçamento. Tire da cabeça deles que “dinheiro não é coisa de criança”.
Faça sua criança ter um objetivo pessoa para esse ano e outro coletivo, algo que toa família possa trabalhar junto.
É importante ter seu próprio dinheiro. Dê uma mesada, uma semanada ou quinzenada para suas crianças. Isso vai dá responsabilidade e tornar possível o planejamento com os objetivos. Permitam que eles tenham contato como dinheiro.
Os incentivem a ter o próprio dinheiro. Muitos já nascem com dons que precisam ser explorados e talvez o empreendimento seja um deles.
E por fim, acompanhem pessoas brilhantes e sejam seguidores de quem de fato tem a algo para ensinar.
Saiba mais
A Malu, com apenas 12 anos, já é uma best seller de educação financeira para crianças e seus vídeos podem ser acessados pela página @malu.financas