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A Crítica
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Em Manaus, áreas ociosas viram estacionamento particular

Após desativação de rotatória da antiga Praça do Seringueiro, mototaxistas e proprietários de veículos usam o espaço de forma irregular

Publicado em 18/04/2013 às 13h23 · Atualizado em 19/03/2022 às 14h38
Em Manaus, áreas ociosas viram estacionamento particular
Foto: Na ex-rotatória da Praça do Seringueiro, donos de carros-guinchos transformaram sobra de pista em estacionamento

Em meio a todos os transtornos provocados pelo trânsito de qualquer grande cidade, em algumas vias públicas de Manaus ainda sobra espaços que, pela ociosidade, acabaram sendo ocupados, mesmo que de forma irregular, por particulares. As “sobras” deixadas pela engenharia do serviço público estão sendo aproveitadas principalmente por quem comercializa o transporte de pessoas e de produtos. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é proibido o estacionamento de veículos por longo tempo e, ou, utilização para fins comerciais em qualquer via pública, não sinalizada para tais fins, pelo órgão competente.

Um quadro que não deixa dúvidas quanto ao fato fato pode ser facilmente comprovado todos os dias na avenida Torquato Tapajós, ao lado do Clube Municipal. Depois que foi desativada a rotatória que dava acesso à avenida Senador Raimundo Parente (antiga Praça do Seringueiro), sobrou um amplo espaço de retornos que foi transformado em estacionamento para veículos de fretes.

Primeiro foram os proprietários de carros-guinchos que, por serem muitos, fizeram do local uma área de referência para quem precisa do serviço. Como não houve nenhuma ação repressiva por parte do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans), chegaram outros candidatos a “donos do pedaço” e consumaram o fato. Kombis e caminhões-baús, por exemplo, passaram a compor o cenário.

Por ironia do destino, o ponto de fretes, em local irregular funciona quase em frente à Superintendência Municipal dos Transportes Urbanos (SMTU), responsável pelo controle do transporte coletivo urbano.

Outro exemplo é um retorno, na avenida Ephigênio Sales, sentido Coroado–Chapada, em frente ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). A “sobra” do retorno ficou ociosa e vem sendo utilizada principalmente por mototaxistas. Como nas proximidades não há espaços vazios, está se tornando comum os condutores de motocicletas estacionarem seus veículos entre as duas pistas da avenida à espera de passageiros.

A assessoria de comunicação do Manaustrans reconhece a infração e informou que o órgão vai intensificar a fiscalização. “Nos dois casos relatados, há descumprimento das leis de trânsito. No entanto, ressaltamos que viaturas de policiamento e fiscalização gozam de livre parada e estacionamento quando em serviço e devidamente identificadas, conforme o CTB. Quanto a utilização desses espaços por outros condutores, informamos que a fiscalização será reforçada para verificar os problemas apontados. Ao constatar irregularidades no trânsito, qualquer cidadão pode entrar em contato pelo telefone 0800- 092-1188 e fazer a denúncia. Não há a necessidade de identificação do enunciante”, conclui a nota da Manaustrans.

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