Empreendedorismo cresce entre os jovens do Amazonas
Jovens apostam no empreendedorismo para alcançar o sucesso e moldar um futuro otimista
Empreender já é uma realidade para muitos brasileiros. Com a escassez de empregos, aumento na informalidade e baixos salários, ser dono do seu próprio negócio acaba sendo uma realidade mais lucrativa e otimista para sair do vermelho.
Gabriel Santana é um jovem de 19 anos morador do bairro Alfredo Nascimento, Zona Norte, divisa com Zona Leste, e apostou no seu talento para vendas e hoje atua com gestão administrativa, comunicação e marketing – trabalhando com consultoria para quem decide empreender desde cedo apostar no mundo dos negócios para alcançar seus sonhos.
“Minha primeira experiência foi dos 9 para os 10 anos, em um evento de igreja que estava ocorrendo a venda de rifas beneficentes e como incentivo quem vendesse mais ganharia uma bicicleta (bicicleta de adulto), no período de um mês fiz R$ 556,00 reais e levei o prêmio, sendo que o salário mínimo da época era aproximadamente R$ 510,00”, contou.
A esperança de que o empreendedorismo é uma saída em contramão à crise já é uma realidade. Em um levantamento realizado pelo Sebrae, os dados mostraram que 24% dos jovens das classes A, B e C com até 30 anos já são empreendedores e 60% querem ter um negócio próprio no futuro.
Ou seja, não só Gabriel como muitos outros jovens veem a alternativa como uma esperança para conquistar autonomia e fazer a diferença no seu entorno. E claro, junto à capacidade de empreender também vem a criatividade e vivacidade que muitos jovens encontram para continuar seguindo em frente em uma realidade cada vez mais desafiadora.
Valorização regionalA região Norte é sempre deixada de lado no quesito criação de marcas regionais que se sustentam através da sua própria promoção – a pouca visibilidade de negócios locais ajudam esse cenário no polo amazônico.
Nayá Costa, estudante de jornalismo e consultora de marketing, acredita que isso acontece pelo pouco incentivo e conhecimento da própria população. “O marketing hoje é uma área que molda tudo. Antes de tudo, é preciso promover a marca e focar no conteúdo regional para que haja a identificação. A população precisa acreditar nos produtos regionais”, enfatizou.
Gabriel, que também lida com a consultoria de marketing, fundou sua própria marca de óculos durante a pandemia e conta como é o processo de lidar com a manutenção de um produto local e os desafios no percurso.
“Não acredito que seja difícil empreender e sim começar, pois depois que você se apaixona difícil é parar. Um dos maiores empecilhos que minha idade me traz é na hora de captar clientes por causa de preconceitos que encontrei, o que me fez mudar minha postura, aparência e aos poucos fui adquirindo autoridade no assunto”.
Um dos objetivos de Santana é desenvolver o comércio local com muito otimismo e trazer iniciativas inovadoras para a metrópole da Amazônia. “Tenho alguns projetos em mente sendo que alguns já estão em andamento, quero desenvolver e expandir minha agência, aumentar número de parceiros e conseguir captar clientes no exterior e lançar uma boutique de roupas femininas em 2022 com pouco capital para mostrar que é possível empreender com poucos recursos na nossa querida Manaus”, completou.
Uma das grandes promessas é Gabriel Santana, de 19 anos, que aposta no empreendedorismo para alcançar seus objetivos de vida em meio a uma onda de transformações. Para ele, empreender se tornou um ‘vício’ positivo.