Manaus sáb, 31 out
A Crítica
Geral

Empresas locais buscam espaços compartilhados para somar oportunidades

Empreendedores buscam dividir despesas, mas também associar a economia a uma melhor qualidade e variedade de serviços para os seus clientes

Publicado em 19/11/2019 às 15h18 · Atualizado em 10/03/2022 às 21h46
Empresas locais buscam espaços compartilhados para somar oportunidades
Foto: Na Vivere Imóveis há vários serviços voltados para o mercado imobiliário Foto: Clóvis Miranda/Freelancer

Manter um empreendimento em bairros nobres é o sonho e o desafio para muitos empresários. Para resolver isso, algumas empresas locais buscam espaços compartilhados não apenas dividir despesas, mas também associar a economia a uma melhor qualidade e variedade de serviços para os seus clientes.

Essa é a proposta da Integra, que conta atualmente espaço com mais de vinte profissionais que atuam em áreas da saúde como psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia, psicopedagogia, nutrição, neurologia e psiquiatria. A clínica surgiu da necessidade observada pelos amigos e sócios Igor Martins e Marcela Lobo que, ainda durante na faculdade, pensavam em proporcionar um bom serviço para o cliente e uma boa estrutura para os profissionais de saúde.

“Nós trabalhamos com o aluguel de salas para atendimento e um auditório para cursos e palestras. Existem preços para horas avulsas, turnos semanais e valor mensal. O único valor desembolsado pelo profissional é o aluguel do tempo utilizado. Todo o restante é providenciado pela clínica, como marketing, segurança, limpeza e demais serviços”, explicou Igor.

Neste mesmo formato funciona o co-working idealizado pela Vivere Imóveis. No espaço é possível ter acesso a vários serviços voltados para o mercado imobiliário. Assim como Igor, o gestor do grupo, Rodrigo Oliveira, contou que um dos benefícios desses espaços de trabalho colaborativo é a integração das empresas e empenho de todas para oferecer uma nova experiência de compra para o consumidor.

“Imagina que em um endereço há vários negócios que se esforçam de forma independente e quando esse cliente chega descobre que pode se relacionar com o negócio do vizinho, ou seja, empresas diferentes gerando negócios uns para os outros”, comentou Rodrigo.

Esse fator também foi relatado por Mansur Seffair, proprietário do restaurante Filé do Chefe, que verificou na criação de uma praça de alimentação a possibilidade de redução de custos através do pagamento de uma “taxa de condomínio” para os empreendimentos que optaram pela divisão do espaço.

Ele relatou que a diversidade da oferta de serviços como: chopperia, hamburgueria, grill e café atraiu os clientes e atribuiu uma maior qualidade, pois permitiu o foco em oferecer o que há de melhor dentro das suas especialidades.

“Por exemplo, a gente divide toda essa questão de aluguel, energia elétrica, segurança. Definimos a questão de condomínio e, além de tudo, nós dividimos as operações. Nas outras praças de alimentação que você tem que ir ao caixa ou chamar o garçom o outro. Aqui, todo mundo comanda tudo. Depois chega sua conta bonitinha ali”, esclareceu Mansur.

Os entrevistados estimam que a redução dos custos com a locação de imóveis em uma área nobre com valor de aluguel equivalente a R$ 6 mil pode reduzir para R$ 2 mil. Ou seja, uma economia de 30% a 50% nos custos a partir do compartilhamento do espaço.

Leia também

Voltar para Geral