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Endividados: 60 mil alunos

Pesquisa revela que desemprego e alto custo de vida são os principais vilões; 48% dos alunos desistiram da graduação

Publicado em 31/01/2026 às 13h46
Endividados: 60 mil alunos
Foto: Junio Matos/A CRÍTICA

No início do ano, a volta às aulas é aguardada por estudantes em todos os níveis de ensino, não é diferente com os universitários. Mas, o que tinha tudo para ser mais um momento de felicidade se tornou a representação da apreensão para muitos no Amazonas. A Serasa divulgou recentemente uma pesquisa que mostra que 60 mil alunos estão endividados com a universidade.

A dona de casa Glauciane Rodrigues faz parte desse grupo, tudo começou quando ela saiu de Maúes, no interior do estado, e veio para Manaus com o sonho de cursar psicologia. Fez alguns vestibulares e optou por administração e passou a estudar, mas alguns meses se passaram e ela engravidou. A prioridade dos gastos mudou toda com a gravidez e acabou deixando de pagar a mensalidade da faculdade. A dívida resceu para mais de dois mil reais.

“Foi um susto para mim, eu não imaginava que tinha aumentado tanto. Agora, na minha atuação situação, minha prioridade é meu filho, mas eu pretendo me estabilizar e quitar essa dívida, a gente precisa de um emprego”, comentou.

 

MOTIVOS DA INADIMPLÊNCIA

 

O desemprego é tido como o principal motivo da inadimplência já que 85% dos entrevistados na pesquisa são responsáveis sozinhos pelas despesas da universidade. Quanto ao valor em aberto, a maioria dos casos analisados possui dívida de até R$ 5 mil. A especialista em educação financeira da Serasa, Mônica Seabra, lembrou que o Amazonas segue o mesmo cenário nacional, isto é, não há discrepância entre os dados do estado em comparação com a média nacional.

O levantamento feito mostra que 48% dos estudantes tiveram que trancar o curso por não conseguir pagar as mensalidades em dia, o que interfere diretamente na formação acadêmica uma vez que boa parte não tem previsão de quando voltará a cursar. Esse movimento já era percebido pela Serasa, mas se intensificou durante a passagem de 2024 para 2025 principalmente por causa do alto custo de vida em muitas regiões do país.

“Isso chama muito atenção porque afeta também o bem-estar e a rotina dos alunos, eles estão tendo um impacto direto na saúde mental, o que se conecta ao contexto atual do Brasil também, onde o custo de vida e a instabilidade do mercado de trabalho tem pressionado bastante os jovens adultos”, explicou.

 

Alternativa é ecnomizar

 

O economista Dean Athayde foi direto ao dizer que, para quem está nesta situação, a saída é economizar da forma como for possível. Que pode parecer pouco, mas qualquer quantia não gasta sem necessidade ajuda bastante no fim dos meses. Ele aproveitou para dizer que acredita que a inadimplência (em todo o país) é fruto da falta de acesso à educação financeira nas escolas onde os alunos “saem sem saber nem declarar o imposto de renda”.

Outra informação importante é aumentar a renda, assim pode haver até mais valor nas economias. Existem algumas opções, inclusive aquelas disponíveis no site oficial do Banco do Brasil, onde há cursos gratuitos de gerência de dinheiro e até voltado para o planejamento familiar. O mesmo acontece na página oficial do Sebrae, por exemplo, que dispõe de informações para quem deseja abrir um pequeno empreendimento e aumentar a captação de recursos.

“Hoje em dia há muitas alternativas, especialmente no mundo digital. Pode buscar vender produtos online, comprando em sites da Ásia, onda há produtos mais em conta, e vendendo na internet, é uma fonte de renda extra que não precisa de investimento alto”,

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