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Facilidade: pagamento por PIX cai no gosto de comerciantes amazonenses

Apesar do medo de golpes, o uso do PIX para pagamento até mesmo de produtos simples, como frutas e cafés, acabou virando o 'queridinho' do amazonense

Publicado em 09/07/2021 às 21h37 · Atualizado em 09/03/2022 às 01h53
Facilidade: pagamento por PIX cai no gosto de comerciantes amazonenses
Foto: Iago Albuquerque

A nova ferramenta de transferências instantâneas, o Pix, criado e gerido pelo Banco Central (BC), caiu no gosto e no dia a dia dos brasileiros. A Ferramenta já representa 30% das operações de pagamento no país, revela a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária. Em novembro, assim que foi lançado, o percentual era de 7%.

Apesar de, segundo dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), apenas 38% dos usuários do Pix serem de comerciantes, pequenos ambulantes de Manaus decidiram ‘se atualizar’ e incluir a nova forma de pagamento. Comerciantes do Centro de Manaus, de terminais de ônibus, de vendedores de frutas a donos de cafés regionais, todos comentam as facilidades trazidas pelo método de pagamento, mas alertam para o medo com possíveis golpes.

Ainda segundo a pesquisa da Abrasel, o número de transações de empresas para empresas foi de 1 milhão em novembro. Já as transferências entre usuários, no mesmo período, aconteceram 24 milhões de vezes. Em volume, os consumidores movimentaram R$ 1,3 milhão em compras, enquanto transferiram R$ 11,4 milhões para outros usuários.

Vitória Ramos, 20, dona de uma banca de salgados dentro do tradicional Terminal 2, localizado na Avenida Manicoré, no bairro Cachoeirinha, disse que está no local há um ano. Nesse tempo, todos os comerciantes aderiram o Pix e ela, sem querer ‘perder’ para a concorrência, tratou de entrar na onda.

“É muito mais fácil e prático para o cliente o pagamento com o Pix, já que muitas vezes as pessoas não andam com dinheiro no bolso. Além disso, como todos aqui usam, a gente precisou também aderir pra ficar no mesmo nível”, informou.

Perto da banca de Vitória, já na parte da frente do Terminal 2, Anderson Freitas conversou com a equipe de reportagem de A CRÍTICA e revelou que, ao perceber a facilidade do pagamento, decidiu criar um comercial para a sua venda, que varia de banana, abacaxi, mamão, laranja e limão.

Facilidade de pagamento fez com que Anderson Freitas aderisse ao novo modelo de pagamento. Foto: Iago Albuquerque

“Depois que eu percebi o quão bom era essa ferramenta eu coloquei imediatamente na minha bancada de vendas. Melhorou demais a minha renda, pois aqueles que não que tem dinheiro em espécie, eu recebo também pelo novo método e não deixo a venda passar”, relatou.

Golpes

Apesar dos benefícios e da ferramenta, com a facilidade de pagamento, muitos golpes estão sendo aplicados diariamente. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), divulgou uma lista com os principais golpes envolvendo o PIX. Para a Organização, a pandemia do coronavírus facilitou a aplicação de golpes digitais por criminosos, já que houve um aumento nas transações online.

Esse era um dos principais medos que fazia com que Dina Tavares, dona de um café regional localizado na frente da sede do Jornal A Crítica, não aderisse ao novo modelo.

Dina Tavares já imprimiu “QR Code” para que os clientes escaneiem e facilite ainda mais o pagamento. Foto: Iago Albuquerque

“Com o Pix, nossa renda aumentou e, felizmente, não tivemos problemas com golpes. Temos motivos para comemorar com essa nova ferramenta. Nossas máquinas de cartões continuam, mas o Pix agora é o que está sendo mais usado no nosso trabalho”, disse a empresária, ao revelar que também adora o fato de que, ao contrário das maquininhas, o pagamento via Pix não possui taxas, o que faz com que o valor venha de forma integral.

Segundo o levantamento da Febraban, o percentual dos pagamentos feitos através de maquininhas de cartão no total de transações bancárias caiu de 68% em novembro do ano passado para 51% em março de 2021. Já a fatia das transações bancárias realizadas via transferências (DOC/TED) diminuiu de 25% para 19%.

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