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Força estrangeira: venezuelanos e haitianos ganham espaço na atuação no varejo do Norte

A iniciativa integra a “Operação Acolhida”, estratégia do governo federal iniciada em 2018, que promove a interiorização segura de refugiados e migrantes venezuelanos, partindo de Boa Vista para diversas cidades do país

Publicado em 07/02/2026 às 11h03
Força estrangeira: venezuelanos e haitianos ganham espaço na atuação no varejo do Norte

A presença de trabalhadores estrangeiros no mercado de trabalho brasileiro tem crescido nos últimos anos, com destaque para os chamados hermanitos — venezuelanos que cruzaram a fronteira em busca de melhores condições de vida. Mais de 700 profissionais foram interiorizados pelo Instituto Hermanitos, em parceria com a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). A iniciativa integra a “Operação Acolhida”, estratégia do governo federal iniciada em 2018, que promove a interiorização segura de refugiados e migrantes venezuelanos, partindo de Boa Vista para diversas cidades do país.

Na região Norte, uma das empresas que aderiram à iniciativa é o Grupo DB, que mantém parceria com o Instituto Hermanitos, com apoio do ACNUR. Atualmente, mais de 100 trabalhadores estrangeiros atuam nas unidades da rede varejista em Manaus e Boa Vista, ocupando diferentes funções, incluindo vagas destinadas a Pessoas com Deficiência (PCDs) e Jovens Aprendizes.

A maioria dos contratados é formada por venezuelanos e haitianos, que vêm demonstrando comprometimento, responsabilidade e dedicação no desempenho de suas atividades, contribuindo diretamente para o fortalecimento das operações da empresa.

Segundo a diretora de Recursos Humanos do Grupo DB, Elane Medeiros, a experiência tem sido extremamente positiva. “Temos encontrado profissionais qualificados, dedicados e com uma força de trabalho admirável. A diversidade cultural fortalece nosso time e, ao mesmo tempo, nos permite contribuir para a integração social dessas pessoas”, destaca.

A atuação conjunta do Instituto Hermanitos e do ACNUR tem sido fundamental para garantir que o processo de interiorização ocorra de forma segura, digna e estruturada, conectando refugiados e migrantes a oportunidades reais de emprego e inclusão social. Desde 2023, 73 processos de realocação voluntária foram realizados, beneficiando cerca de 460 familiares e impactando diretamente ou indiretamente mais de 1,1 mil pessoas por meio da Operação Acolhida.

O trabalho integrado entre governo, organizações humanitárias, como o ACNUR, e a iniciativa privada tem se mostrado essencial para oferecer estabilidade, autonomia e novas perspectivas de futuro a refugiados e migrantes. A experiência do Grupo DB reforça que a inclusão de estrangeiros no mercado de trabalho é não apenas viável, mas enriquecedora para o ambiente corporativo e para a sociedade como um todo.

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