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Força-tarefa para investigar surto de rabdomiólise em Itacoatiara é criada

Equipe conta com profissionais da FVS-RCP e de outros órgãos do Estado, que irão para Itacoatiara reforçar ações de controle e combate

Publicado em 01/09/2021 às 20h19 · Atualizado em 09/03/2022 às 01h23
Força-tarefa para investigar surto de rabdomiólise em Itacoatiara é criada
Foto: Reprodução

Foi criado pelo Governo do Amazonas e Fundação de Vigilância em Saúde – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), uma força-tarefa com especialistas para investigar as possíveis causas e formas de combate ao surto de rabdomiólise, detectado recentemente em Itacoatiara (a 176 quilômetros de Manaus).

A ação foi definida nesta quarta-feira (2) e a força-tarefa vai para Itacoatiara já na quinta-feira.

“Essa força-tarefa que estamos articulando com outros órgãos é justamente para gente coordenar uma ação conjunta, principalmente porque envolve a produção rural, os pescadores artesanais, envolve questões relativas à cadeia econômica, mas, principalmente, a saúde pública. Nossa preocupação é com a segurança alimentar e com a saúde da população”, afirma o diretor-presidente da FVS-RCP, Cristiano Fernandes.

INVESTIGAÇÃO

O surto de rabdomiólise vem gerando preocupação entre os amazonenses para além de questões relacionadas à saúde. O principal receio no momento é quanto ao consumo de peixes, algo bastante popular em todo o estado e que vem sendo apontado, indevidamente, como culpado pela transmissão da doença.

De acordo com o superintendente federal de agricultura no Amazonas, Guilherme Pessoa, ainda é cedo para fazer essa relação. “Nos parece ainda precipitado correlacionar isso com o consumo de peixe de modo geral. Nós já temos a certeza de que peixes de tanque, da piscicultura, não existe nenhum relato no mundo que possa ser associado com rabdomiólise”, explica.

“Então o que está sendo feito é uma força-tarefa para poder a gente trazer o máximo de informações de campo, ao mesmo tempo processar amostras e correlacionar, ver se encontra toxinas ou ação de algum microorganismo que possa justificar o surto de rabdomiólise”, completa o superintendente.

Segundo o titular da Sepror, Leocy Cutrim, a preocupação é que a indevida associação do peixe como vetor da doença, aliada à proliferação de notícias falsas, possa afetar diretamente o setor primário e toda uma cadeia de produção que envolve a atividade pesqueira e o consumo do alimento no estado.

“Nós da Sepror estamos preocupados com a questão da diminuição do consumo de pescado por consequência de o estado ser o um dos maiores consumidores de pescado do Brasil. A gente precisa dar essa resposta à população com tranquilidade, sem criar pânico como vem ocorrendo principalmente nas redes sociais”, diz.

Atualização de casos no Amazonas – Nesta quarta-feira (1º/09), a FVS-RCP recebeu mais sete novas notificações de rabdomiólise. Ao todo, são 51 casos da síndrome notificados no estado, 36 em Itacoatiara, quatro em Silves, quatro de Borba, dois em Manaus, dois em Parintins, um em Caapiranga, um em Autazes e um em Maués.

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