Funcionários passam mal após comer refeição estragada
Funcionários passam mal após comer comida estragada servida pela empresa em que trabalham. Eles prestam serviço terceirizado de limpeza para a Universidade Federal do Amazonas. Os trabalhadores contaram que tiveram dor de barriga e diarreia após ingerir a comida
Cerca de 10 funcionários da empresa Rudary, responsável pelo serviço terceirizado de limpeza na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) passaram mal nesta quinta-feira (16) após comer a refeição oferecida pela empresa na hora do almoço.
Eles trabalham no setor do Instituto de Ciência Humanas e Letras (ICHL) da universidade e mesmo após alegarem que estavam sofrendo com dor de barriga e diarreia, foram impedidos de sair mais cedo para ir ao médico pela supervisora da empresa.
Comida azeda
Segundo uma funcionária, que não quis se identificar por medo de represálias, a marmita servida continha um bife, cenoura, batata, arroz, feijão e macarrão e tinha um aspecto estranho e um gosto azedo.
“Logo que abrimos a marmita para almoçar, por volta de 12h, verificamos que ela fedia, por causa disso a maioria comeu apenas o bife. Depois, quando fomos para a sala de descanso começamos a passar mal e corremos para o banheiro”, disse a funcionária de serviços gerais.
Quando informaram à empresa pelo que estavam passando após comer a refeição, a funcionária contou que a única providência deles foi avisar que as marmitas seriam trocadas para não acontecer o mesmo com os trabalhadores do turno da noite.
“Não é a primeira vez que isso acontece, já foram ao menos quatro casos parecidos. Quando dizemos a eles, nos falam apenas para bater o nosso cartão normalmente e que virão para cá trazendo novas marmitas. Depois é que eles mandam a gente para o hospital fazer exames”, conta a funcionária.
Ainda segundo ela, os funcionários dos outros setores da Ufam também podem ter comido e passado mal, mas ela não tem contato com eles. Somente no Mini-Campus trabalham cerca de 100 funcionários da Rudary.
Procurando ajuda
A professora de Geografia da Ufam, Ivani Ferreira viu toda a situação e socorreu alguns dos funcionários. Ela tentou ligar para a Vigilância Sanitária (Visa Manaus) para denunciar o caso.
“É um absurdo, eu ligava para um número e sempre me encaminhavam para um outro, dizendo que não era responsabilidade do setor X, e sim do setor Y. Quando finalmente consegui ligar para o disk denúncia deles, o 08000-920123 estava sempre dava ocupado.
Contato
A equipe do Portal acritica.com entrou em contato com a empresa para esclarecer o caso, a asssessora jurídica Leila Assunção informou que não tinha informações sobre o assunto, e que os supervisores é que poderiam responder sobre a denúncia, mas tinham saído para uma reunião e ainda não haviam voltado.
Leila Assunção também disse que a comida oferecida a seus funcionários é preparada na própria empresa que é equipada com uma cozinha industrial, e que não sabia de nenhum caso anterior em que tenha havido qualquer tipo de problema com a marmita fornecida.
A Visa Manaus não atendeu em nenhum dos números que a reportagem tentou ligar.