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Governo japonês investe em ensino da língua nipônica no Amazonas

Associação Nipo-Brasileira da Amazônia Ocidental recebeu R$ 334,2 mil do governo japonês para a aplicação de sua estrutura de ensino

Publicado em 17/07/2021 às 17h25 · Atualizado em 09/03/2022 às 01h46
Governo japonês investe em ensino da língua nipônica no Amazonas
Foto: Jefferson Ramos

A Associação Nipo-Brasileira da Amazônia Ocidental (Nipaku) ampliou o ensino da língua japonesa em Manaus. A associação recebeu R$ 334,2 mil do governo japonês para ampliação de salas e renovação da biblioteca.

Neste sábado (17), o cônsul geral do Japão em Manaus, Masahiro Ogino, inaugurou a nova instalação, que agora vai passar a ter 24 salas de aula.

Segundo o presidente da Associação, Ken Nishikido, a associação tem a missão de ensinar a língua japonesa e os aspectos culturais do país asiático não só para descendentes, mas também para a população local.

Nishikido explica que a mensalidade cobrada pela associação é três vezes inferior comparada a escolas de idiomas da cidade. A mensalidade é R$ 130 e o material didático produzido pela própria associação custa R$ 40. Semanalmente são três horas de aula.

Ainda conforme Ken Nishikido, o perfil dos estudantes varia bastante, no entanto, ele afirma que a procura do curso é motivada por curiosidade referente à cultura popular japonesa, sendo a maioria dos estudantes jovens.

O centro cultural inicia novas turmas a cada início de semestre. As matrículas iniciam no mês de janeiro e no segundo semestre, no mês de julho. A previsão é que as turmas para novos alunos iniciam em agosto.

A associação atende 430 alunos. Em 2019, mais de 700 estudantes estavam matriculados. Por causa da pandemia, as aulas precisaram dar uma pausa de dois meses.

“Com o recurso do governo do Japão através do consulado em Manaus foram feitos a biblioteca, aquisição de equipamentos e quatro salas de aula”, explicou Nishikido.

Por conta da metodologia do centro linguístico japonês, segundo o presidente, os alunos conseguem absorver o ensino da língua. Ele destacou que apesar das diferenças no alfabeto, a língua falada é mais fácil do que o português.

A Associação Nipo-Brasileira da Amazônia Ocidental (Nipaku) foi criada com o atual nome em 1980. Em 1965, o centro cultural e linguístico era chamado de Associação dos Japoneses de Manaus e se preocupava em estimular a interação entre a comunidade japonesa de Manaus.

Recurso japonês

A ampliação da sede da associação em Manaus recebeu recursos oriundos do Programa de Assistência a Projetos Comunitários de Cultura (APC) do governo do Japão.

Durante o evento que marcou a inauguração das novas instalações, o chefe do consulado do Japão em Manaus destacou que a capital é considerada pioneira na implementação da educação em língua japonesa no Brasil.

“Como todos sabem, a cidade de Manaus tem a maior comunidade nipo-brasileira do noroeste do Brasil. Queria expressar, mais uma vez meu profundo agradecimento aos imigrantes japoneses e seus descendentes, que trabalhando arduamente, superaram muitas dificuldades com diligência e honestidade, e assim, contribuíram para o desenvolvimento deste país, passando a ganhar a confiança do povo brasileiro”, discursou Masahiro Ogino que assumiu o consulado geral do Japão em Manaus em junho.

A Escola Josephina de Melo, Escola Estadual Djalma Batista e a Escola Estadual Jacimar da Silva Gama são as instituições de ensino que adotaram o ensino da língua japonesa no estado.

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