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Idas e vindas: viagens marcam  fim de ano no Amazonas

Passageiros deixam Manaus em busca de reencontros, descanso e celebrações de fim de ano; do mesmo modo, outros chegam à capital para celebrar o Réveillon com a família e os amigos

Publicado em 28/12/2025 às 09h56
Idas e vindas: viagens marcam  fim de ano no Amazonas
Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA

O fim do ano é tempo de retorno ao lar. Segundo dados da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados e Contratados do Estado do Amazonas (Arsepam), entre os dias 22 de dezembro e 4 de janeiro de 2026, a expectativa é de que cerca de 23 mil passageiros utilizem o transporte intermunicipal para deixar a capital, enquanto outros 33 mil devem optar pelo transporte hidroviário, como barcos, lanchas, ferryboat e navios.


De 22 de dezembro a 4 de janeiro, a previsão é de que 33 mil devem optar pelo transporte hidroviário, como barcos, lanchas, ferryboat e navios. (Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA)

 

Pelo modal aéreo também é esperado um grande fluxo de voos e passageiros. Entre 15 de dezembro e 31 de janeiro de 2026, o Aeroporto Internacional de Manaus – Eduardo Gomes, receberá, no total, 4.245 voos, conforme dados do Manaus Airport. A média diária será de 83 pousos e decolagens, e os horários de maior movimento são das 11h às 15h e de 1h às 3h.


Dados do Manaus Airport, que administra o Aeroporto Internacional de Manaus – Eduardo Gomes, apontam que, entre 15 de dezembro e 31 de janeiro de 2026, o aeroporto receberá, no total, 4.245 voos (Foto: Divulgação)

 

O pico está previsto para o dia 8 de janeiro, quando o aeroporto deve receber 96 aeronaves. A estimativa é de que cerca de 500 mil passageiros circulem pelo terminal nesse período.

Idas e vindas

São idas e vindas para reencontrar a família, amigos ou até mesmo passar a virada do ano em outro lugar para relaxar. Como a professora Isabelle Farias, 31 anos, e a irmã, Hortência Farias, 26 anos. As duas na balsa cinza da Manaus Moderna, bairro Centro, zona Centro-Sul da capital, embarcavam a mãe no barco Heloísa Helena X com destino a comunidade do Maravilha, situada no Arquipélago Anavilhanas, próximo ao município de Novo Airão (distante 115 quilômetros em linha reta da cidade).

“Eu vou para relaxar. Eu viajo no sábado (27) para o Maravilha. No fim do ano na comunidade, a gente vai para a igreja, faz o jantar em família, é assim… tudo muito tradicional”, disse a professora.


Isabelle Farias, 31 anos, e a irmã, Hortência Farias, 26 anos, foram para a comunidade Maravilha, no Arquipélado de Anavilhanas se confraternizar com a família (Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA)

 

“É muito importante reunir a família nesse fim de ano. É o momento da gente conversar, confraternizar, vendo tudo o que se passou esse ano. Principalmente esse ano em que tivemos altos e baixos, na minha família, faz um mês que perdemos a minha irmã. É um momento de reflexão”, acrescentou Farias que retorna para a capital em janeiro.

De malas prontas para pegar o barco com destino à comunidade Bela Vista do Jaraqui, situada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Puranga Conquista (distante 40 quilômetros em linha reta da capital), a técnica em segurança do trabalho Iara Ferreira, 24 anos, acompanhada da amiga, técnica em enfermagem, Micaela Azevedo, 23 anos, embarcavam para uma temporada longe da cidade para encontrar amigos, parentes e diminuir a saudade causada pela distância.

“É o momento que a gente tem para reunir toda a família, principalmente, com a minha avó que é mais idosa. (Aproveitamos) Esse momento do Natal, fim do ano de modo geral, para passar com ela. Sinto muita falta deles, bastante, ainda mais que cresci lá (na comunidade) e vim para Manaus, então, eu sinto muito. Eu moro aqui há 15 anos, vim para estudar e trabalhar”, disse Ferreira.


A técnica em segurança do trabalho, Iara Ferreira, 24, foi com a amiga para comunidade Bela Vista do Jaraqui para encontrar amigos e parentes (Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA)

 

Fim de ano também é momento de chegadas. O pedreiro, Francisco Brito, 60 anos, aguardava a chegada de um sobrinho vindo do município de Tefé (distante 523 quilômetros em linha reta da capital) para as festas de fim de ano.

“O ano foi tranquilo, graças a Deus, com muita saúde. Foi um ano bom. A gente pretende reunir toda a família em casa, mas, isso depende de cada um. Se dependesse de mim estava todo mundo reunido, mas, às vezes, nem todos podem”, disse o idoso.


O senhor Francisco Brito, 60 anos, aguardava a chegada de um sobrinho, vindo do município de Tefé, para passar as festividades de fim de ano em Manaus (Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA)

 

Pontos

Amazonas em movimento

23 MIL passageiros devem deixar Manaus pelo transporte intermunicipal

33 MIL devem seguir viagem pelo modal hidroviário

4.245 VOOS previstos no Aeroporto Eduardo Gomes

500 MIL PASSAGEIROS devem circular pelo terminal

PICO DE MOVIMENTO: 8 de janeiro, com 96 aeronaves.

FIscalizações 

A Arsepam deflagrou no último dia 22 a operação “Viagem Segura” que deve seguir até o dia 4 de janeiro. No transporte rodoviário municipal estão previstas 1.700 fiscalizações, no Terminal Rodoviário Engenheiro Huascar Angelim – Rodoviária de Manaus, bairro Flores, zona Centro-Sul; Barreira de Fiscalização Estadual (AM-010 e BR-174), bairro Santa Etelvina, zona Norte; Barreira da avenida das Flores, bairro Lago Azul (entrada do Viver Melhor 1), zona Norte; após a Ponte Jornalista Phelippe Daou, em Iranduba; e no Terminal Rodoviário de Itacoatiara.


Conforme dados da Arsepam, a expectativa é de que cerca de 23 mil passageiros utilizem o transporte intermunicipal para deixar a capital (Foto: Divulgação)

 

No modal hidroviário, estão previstas 600 fiscalizações no Porto de Manaus, bairro Centro, zona Centro-Sul da capital, se estende para as balsas da Manaus Moderna, também no Centro da capital, e no posto no Porto da Ceasa, situado no bairro Vila Buriti, zona Sul da cidade. “Nosso objetivo é garantir que os passageiros viajem com segurança, em veículos e embarcações regulares, respeitando todas as normas técnicas e operacionais”, disse Ricardo Lasmar, diretor-presidente da Arsepam.

As vias federais também passam por fiscalização nesse período. Deflagrada pela Polícia Rodoviária Federal no Amazonas (PRF-AM) no dia 18 de dezembro, a operação nacional “Rodovida” deve seguir até o Carnaval 2026. O foco da operação são as motocicletas. Conforme dados nacionais da PRF de janeiro a novembro deste ano, foram registrados 29.317 sinistros de trânsito com motos. No mesmo período de 2024, foram 28.894. Ou seja, um aumento de 1,4% entre os anos.

Mortes no trânsito

Estatísticas nacionais da PRF, indicam que “o número de condutores de motocicletas mortos em rodovias federais supera em 38% os óbitos de motoristas de automóveis”. Segundo a instituição policial, de janeiro a novembro deste ano, 1.594 pilotos de motos morreram nas vias federais, em contraponto, para o mesmo período foram 1.151 condutores de carro. O coordenador-geral de Segurança Viária da PRF, Jeferson Almeida, explica que a conduta dos motociclistas é fundamental para mudar a situação.

“É indispensável que os motociclistas estejam sempre atentos aos veículos e pessoas ao seu redor, e que sempre respeitem as normas de trânsito, como os limites de velocidade e as ultrapassagens em local permitido. Essas atitudes são importantes para reduzir a letalidade dos sinistros de trânsito envolvendo motociclistas no país”, declarou o coordenador.

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