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Indígena Yanomami é atropelado por avião de garimpeiros em aldeia

Edgar Yanomami, de 25 anos, não resistiu e morreu na hora. Presidente do Condisi-YY classificou o caso como homicídio indisfarçado e desprezível

Publicado em 30/07/2021 às 23h04 · Atualizado em 09/03/2022 às 01h35
Indígena Yanomami é atropelado por avião de garimpeiros em aldeia
Foto: Reprodução/Internet

Edgar Yanomami, um jovem indígena de 25 anos, morreu após ser atropelado por um avião de garimpeiros, por volta de 14h30 de quarta-feira (28), em uma pista na comunidade Homoxi, Terra Indígena Yanomami, em Roraima. A informação é do presidente do Conselho de Saúde Indígena Yanomami e Ye’kuanna (Condisi-YY), Júnior Hekurari Yanomami, que comunicou, nesta sexta-feira (30), as autoridades sobre o caso.

“O Yanomami, de 25 anos, foi atropelado pelo avião dos garimpeiros. Ele estava encostado no mato [próximo da pista]. Morreu na hora, no local. O piloto, que tem o apelido de ‘Marreco’, fugiu no próprio avião que atropelou. Os próprios garimpeiros pegaram o corpo e levaram para uma outra comunidade isolada”, disse Hekurari.

O presidente da Condisi-YY explica que, Homoxi é uma comunidade cercada pelo garimpo ilegal, e por conta disso, os indígenas acabam por viver no meio dos invasores. Conforme Hekuri, após o atropelamento, os garimpeiros ainda tentaram subornar os indígenas, oferecendo ouro para que eles não divulgassem nada sobre o caso.

Hekuri encaminhou um ofício relatando a morte do jovem e cobrando providências da Polícia Federal, Frente de Proteção Etnoambiental Yanomami e Ye’kuana da Fundação Nacional do Índio (Funai), Polícia Civil, Ministério Público Federal, Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Secretaria Especial de Saúde Indígena.

“O indisfarçado e desprezível homicídio ocorrido na Região do Homoxi, ataca às mais sensíveis liberdades individuais do Povo Yanomami, numa franca estratégia deliberada e sistemática de silenciamento e intimidação desse povo que busca resistir à destruição do seu modo de vida pela invasão do seu território por garimpeiros ilegais”, reforçou.

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