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Justiça nega pedido da Defensoria

Publicado em 05/02/2021 às 10h58 · Atualizado em 13/03/2022 às 19h26
Justiça nega pedido da  Defensoria

O Tribunal de Justiça do Amazonas  negou Ação Civil Pública movida pela Defensoria Pública do Estado  para obrigar o Governo do Amazonas e a Prefeitura de Manaus a adquirirem, no prazo de 15 dias, doses de vacinas contra a Covid-19 em número suficiente para imunizar todos dos grupos prioritários. A  juíza que assinou a decisão, Etelvina Lobo Braga,  diz em um trecho que se fosse agir pela emoção, acataria o pedido. O Ministério Público também se manifestou contra. 

Tentador – “É importante esclarecer que toda população amazonense tem sofrido com perdas de amigos e entes queridos […] por mais tentador que seja deferir uma liminar e determinar que os requeridos adquiram as vacinas que todos tanto almejam, é necessário agir com a razão e não com a emoção”, justifica a magistrada. 

Cabe recurso – Também alegando  “isenção de emoção”, o parecer do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), assinado pelo promotor Jorge Alberto Veloso Pereira,  foi contrário ao pedido. O defensor público Rafael Barbosa, afirmou que a Defensoria recorrerá.  “Continuaremos lutando na Justiça, até porque acreditamos e confiamos no Poder Judiciário, para que, principalmente os grupos prioritários, sejam imediatamente vacinados”.

Recorrente –  Esta é a segunda importante ação que a Justiça e MP se manifestam contrários. Em maio do ano passado, no auge da pandemia, os defensores também ingressaram com ação obrigando Estado e Prefeitura a ofertarem testagem em massa para a população do Estado. O pedido também foi negado.

Aglomeração de… – A quantidade de assessores no Plenário Ruy Barbosa, da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) é desproporcional aos protocolos de saúde para evitar o contágio de Covid-19. Somente na sessão de ontem haviam, pelo menos, 20 assessores no local.

…assessores – Por conta disso, ontem a Mesa Diretora publicou uma portaria reforçando a suspensão das atividades administrativas presenciais da Aleam, bem como o  funcionamento híbrido do plenário, como medida de prevenção. Mesmo assim, segundo servidores da Casa ouvidos pela coluna, alguns parlamentares não respeitam a portaria e obrigam a ida de assessor de imprensa, fotógrafo e assessor jurídico.

Reuniões – A portaria publicada diz que cada gabinete poderá funcionar de segunda à sexta-feira, de 8h às 14h, com no máximo dois servidores. Caso opte por se fazer presente no interior do plenário, a portaria diz que fica proibido a presença de assessores para orientar o parlamentar.

Comissões – Foi publicado no Diário Oficial da Aleam as novas composições das comissões técnicas do biênio 2021/2022. Curioso é que na presidência da maioria das comissões estão os parlamentares que votaram na chapa da mesa diretora eleita.   

Comissões 2 – As exceções foram Alessandra Campêlo (MDB), que continua à frente da Comissão da Mulher, da Família e do Idoso;  Dr. Gomes (PSC), que está presidindo a Comissão de Direitos Humanos, Cidadania, Assuntos indígenas e Legislação Participativa; Abdala Fraxe (Podemos), com a Comissão de Esporte e Lazer e Belarmino Lins (PP) na Comissão de Obras, Patrimônio e Serviços Públicos. 

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