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A Crítica
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Justiça veta samba enredo que homenageava prefeito de Anori

Duas escolas de samba do município foram proibidas pela Justiça Eleitoral de homenagear o prefeito que disputa a reeleição

Publicado em 20/02/2020 às 14h15 · Atualizado em 10/03/2022 às 12h04
Justiça veta samba enredo que homenageava prefeito de Anori
Foto: Reprodução/Internet

A Justiça Eleitoral determinou, a pedido do Ministério Público (MP), que seja retirado o nome do prefeito de Anori Jamilson Carvalho do samba enredo da escola de samba Verde Amarelo e das camisetas da agremiação Unidos da Móoca.

O MP pediu ao Judiciário, no dia 11 deste mês, que os blocos carnavalescos e escolas de samba do município fossem proibidos de homenagear o prefeito, que disputará a reeleição este ano. “Jamilson, a Verde Amarelo hoje canta pra você, salve São João Batista, seu padroeiro e protetor, que conduz a sua vida e lhe faz um vencedor”, dizem os primeiros versos do samba da Verde e Amarelo. “Na caravela do samba, segue firme com Fé e Determinação, Jamilson Carvalho, homem de bom coração”, segue o samba enredo..

O arranjo do prefeito com as escolas de samba, pode caracterizar possível abuso de poder econômico ou político, segundo avaliação do MP, uma vez que as agremiações receberam verbas públicas do município para a realização da festa. A denúncia, segundo texto divulgado pelo MP, é oriunda de representação feita por uma vereadora.

O Promotor Eleitoral Luiz Alberto Dantas de Vasconcelos, da 33ª Zona Eleitoral, confrontou as denúncias com depoimentos de membros e dirigentes das agremiações, que confirmaram ter recebido recursos financeiros doados pela Prefeitura de Anori, o que foi comprovado por extratos bancários apresentados alguns deles. Os carnavalescos também confirmaram ter conhecimento do samba enredo da Escola Verde e Amarelo e das blusas das Escolas Verde e Amarelo e Unidos da Mooca, com citações diretas e fotografias de Jamilson Carvalho.

“Pasme, Excelência, como em pleno século XXI, com todas as formas de promoção pelas mídias sociais e demais ferramentas tecnológicas, políticos ‘modernos’ ainda tentam fazer política, ou melhor, politicagem, como os antigos ‘Coronéis de Barrancas’ faziam nos séculos próximos passados. Seria cômico se não fosse trágico”, argumentou o Promotor, na Ação Cautelar.

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