Manaus dom, 8 nov
A Crítica
Geral

Manaus tem paralisação de cerca de 400 trabalhadores de usinas térmicas e termoelétricas

Eles reivindicam a execução de um acordo de transição da ex-concessionária das linhas de transmissão e geração de energia elétrica no estado, para a Eletronorte, a atual gestora.

Publicado em 25/10/2021 às 14h09 · Atualizado em 08/03/2022 às 23h46
Manaus tem paralisação de cerca de 400 trabalhadores de usinas térmicas e termoelétricas
Foto: Gilson Mello

Cerca de 400 trabalhadores das usinas térmicas e termoelétricas administradas, até julho, pela Amazonas GT, paralisaram as suas atividades nesta segunda-feira (25). Eles reivindicam a execução de um acordo de transição da ex-concessionária das linhas de transmissão e geração de energia elétrica no estado, para a Eletronorte, a atual gestora.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Urbanas do Amazonas (Stiuam), o acerto foi concebido em conversa com os funcionários no fim do mês de abril desde ano. No entanto, desde lá os termos não foram cumpridos por empresa alguma.

Dentre as medidas que deveriam ser providenciadas está a inserção obrigatória dos empregados na tabela salarial da Eletronorte respeitando os níveis descritos no Plano de Cargos, Carreiras e Salários; substituição das normas internas e acordos em vigor até o dia 30 de junho de 2021; equidade de benefícios entre as empresas; gratificação de férias; e migração de plano de saúde.

Em carta aberta, o sindicato descreve o ato como “descaso e despresparo” da Diretoria Executiva e Conselho de Administração da Eletronorte para “tratar e resolver os problemas ocorridos aos trabalhadores do após o processo de incorporação”. No documento ficou acordado que a implementação da proposta deveria ser procedida de aprovação por esse setor da estatal.

No Amazonas a geração e transmissão de energia possuem um portfólio de usinas de potência instalada de 1.503 megawatts e é constituído de 1 usina hidrelétrica e 7 termelétricas. O controle acionário dessas atividades foram recentemente transferidas para a Eletronorte, pelo valor de R$ 3,1 bilhões.

A Amazonas GT era o resultado da desverticalização dos serviços da Eletrobras que teve início em fevereiro de 2009, com a segregação dos serviços de distribuição, transmissão e geração de energia elétrica no Brasil para melhoria dos serviços durante a interligação dos sistemas nacionais.

Em junho, Eetrobras informou em comunicado ao mercado a aprovação da incorporação da Amazonas GT pela Eletronorte, e os efeitos passariam a valer a partir do dia 1º de julho, de acordo com um Plano Diretor de Negócios e Gestão 2021-2025. Dentre os acordos avaliados para a finalização do pacto entre as empresas estava justamente o acordo não cumprido com os trabalhadores.

A reportagem entrou em contato com as assessorias da Amazonas GT e da Eletronorte para elucidar as dúvidas acerca das reclamações dos trabalhadores, no entanto, até a publicação desta reportagem, ainda não obteve resposta. Tão logo, seja encaminhado o posicionamento das empresas, essa publicação será atualizada.

Leia também

Voltar para Geral